Notícia do dia 23/09/2009

Morre o Maestro Mota

A Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras tem o pesar de informar o falecimento aos 77 anos, do Maestro Manoel Luiz Mota Dias, que durante mais de três décadas foi regente da Banda Marcial do Colégio La Salle São João de Porto Alegre, RS.

Ele estava internado há cerca de duas semanas no Hospital Geral de Porto Alegre com problemas cardíacos. Além do coração, Maestro Mota também já apresentava complicações pulmonares.

Nascido em Pelotas, o maestro foi para Porto Alegre ainda jovem, mas em sua terra já participava do Carnaval, integrando as entidades carnavalescas da cidade e presidindo a Academia do Samba.

Na Capital, foi diversas vezes jurado dos desfiles das escolas de samba e dos cordões de sociedade, além de ministrar cursos sobre os quesitos bateria e harmonia. Por mais de uma oportunidade, presidiu o júri do Carnaval de Porto Alegre. Na década de 70, foi uma referência de trabalho no país, mudando o conceito das bandas marciais, com repertórios diferentes dos executados na época. Com a Banda Marcial do Colégio São João de Porto Alegre participou de várias edições do Campeonato de Bandas e Fanfarras da Rádio Record, conquistando inclusive no fim da década de 70 o título nacional.

Em 1991, o Maestro Mota participou do II Encontro Nacional de Regentes e Dirigentes organizado em Manaus, AM em função da discussão do regulamento do retorno do Campeonato Nacional, implantado em São Paulo um ano antes. Em 1992, a Banda do Colégio São João retornou ao Campeonato Nacional desta feita realizado na Av. Ipiranga, na capital paulista, classificando-se entre as três primeiras bandas colocadas.

Torcedor fervoroso do Brasil de Pelotas e participante ativo da Maçonaria, Mota recebeu em junho de 2004 o título honorífico de Cidadão de Porto Alegre, concedido pela Câmara Municipal. Deixa os filhos Sérgio, Ricardo e Denise e a esposa Deusdisse.

O corpo foi velado na Capela B do Cemitério São Miguel e Almas e o sepultamento ocorreu às 18h desta quarta-feira.

A CNBF expressa à família enlutada e a família da Banda Marcial do Colégio São João sinceras condolências, em especial na pessoa de seu presidente, maestro Ronaldo Faleiros.

A Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras foi representada nos funerais do Maestro Manoel Luiz Mota Dias pelo Prof. Fernando Rogério Kloeckner  Noronha, membro do Cadastro Nacional de Avaliadores da CNBF.

Notícia do dia 20/08/2009

Festa da música brasileira na Alemanha

Lyra Tatuí inicia em Bayreuth série de 26 concertos; para público seletivo, foi o único grupo a ser aplaudido em pé

Deise Juliana
De Bayreuth (Alemanha)

Aplaudidos, em pé, por quase dez minutos e até que atendessem aos pedidos de “bis”, os 33 instrumentistas da Orquestra de Metais Lyra Tatuí foram a principal atração da festa oficial do 59º Festival Junger Künstler Bayreuth - evento que acontece paralelamente ao 98º Festival de Bayreuth – na região da Bavária, na Alemanha, na noite de quinta, 13. O único grupo brasileiro a participar de um dos mais tradicionais eventos musicais alemão é formado por instrumentistas de Tatuí, no interior de São Paulo. Pelo segundo ano consecutivo, os músicos com idades entre oito e dezoito anos, levou música de qualidade a um evento reconhecido pela organização e rigor. Na festa oficial, que recebeu diferentes apresentações de grupos de câmara formados por bolsistas do evento, a Lyra Tatuí colocou o povo alemão para dançar. E foi, dentre os quase dez grupos, o único a ser aplaudido em pé por cerca de 700 pessoas.

A entrada do grupo foi ao som de “Ó Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga – cujo refrão “Eu sou da Lyra e não posso negra” virou uma espécie de slogan do grupo. Depois, músicas como “Tico-Tico no Fubá” e “Aquarela do Brasil” arrancaram exclamações de um seleto público – dentre os quais estava Sissy Thamer, diretora do festival, além de patrocinadores e autoridades da região. A receptividade foi surpreendente: para um povo que estampa o esteriótipo de sisudo, vê-los dançar, ensaiar passinhos de samba e dar gritinhos de satisfação é, de fato, momento único.

De acordo com Wolfang Eizinger, que integra a organização do evento, a reação é exclusiva da Orquestra de Metais Lyra Tatuí, por diferentes razões. “Eu os vi no ano passado e, hoje, de novo, tudo se repetiu: a mesma emoção, a mesma energia, a mesma vibração. Não vemos músicos tocando sem a partitura, nem mesmo sem estarem sentados. Esses, dançam enquanto tocam. É algo impressionante, pois há muita paixão no que fazem”, iniciou ele. “Claro que o fato de serem crianças causa impacto, mas o que realmente impressiona no grupo não é isso. É a qualidade. Eles são muito bons, mesmo”, disse, prometendo assistir a todos os 13 concertos agendados para a região de Bayreuth.

A apresentação na festa oficial do festival foi a segunda do grupo. A estreia ocorreu no meio da tarde do mesmo dia, na rua Maximilian, em frente ao Commerz Bank, área central do município. Na platéia, perto de 300 alemães, que ouviram da diretora do evento a descrição de “uma das mais gratas surpresas da história do festival”, ao início do show. Ali, tal qual em Tatuí (e, acredite, em qualquer lugar do mundo onde esse grupo possa se apresentar), a reação foi altamente positiva: crianças, jovens e adultos vibraram e não se cansaram de aplaudir. Vários espectadores buscaram a apresentação. “Já os conheço desde o ano passado, estou aqui para vê-los novamente”, disse Johann Braun.

A expectativa pelas apresentações do grupo, sem exageros ou deslumbramentos, era algo meio que generalizado. “Me perguntavam a todo momento quando é que a Lyra Tatuí iria chegar”, disse Richard Monje, universitário brasileiro, que reside em Berlim e foi incumbido de acompanhar o grupo durante o festival.

Antes de ouvir os aplausos, os 33 músicos tiveram de transpor diferentes obstáculos. O primeiro deles foi chegar até Bayreuth, o que demandou quase vinte horas de viagem – às doze aéreas somam-se as rodoviárias de Tatuí a São Paulo e de Frankfurt a Bayreuth. Muito mais que os 10 mil quilômetros de distância, o grupo teve de vencer pacientemente as horas de ensaio e as muitas repetições para que as apresentações fossem, de fato, impecáveis. Mais que isso – e infelizmente – vencer a dificuldade de apoio, o que foi concluído com a incondicional confiança da empresa Phonak do Brasil e de MB Cases.

Para vencer as dificuldades, dedicação. Na despedida dos pais, que lotaram a sede do Lar Donato Flores, os instrumentistas contabilizavam malas e sorrisos. Ao preparem-se para a viagem, uma série de descobertas: havia quem não soube o tipo sanguíneo, necessário para o preenchimento da ficha médica. As fichas revelaram que a grande maioria dos instrumentistas tem o mesmo tipo sanguíneo: O+. O tipo sanguineo considerado raro não quer dizer, no fundo, absolutamente nada, mas atribui mais charme ainda ao estilo único desse grupo especial.

Em solo alemão, restou aos jovens instrumentistas honrar as expectativas. “É uma grande alegria e, também, um reconhecimento. Havia uma expectativa de nosso retorno, o que deixa as pessoas esperanças e aumenta nossa responsabilidade. Passada a apresentação e diante de um bom resultado, penso que fomos recompensados. A boa recepção é a recompensa de todo o rigor dos ensaios”, disse Adalto Soares, responsável pela direção do grupo ao lado da esposa, Silvia Zambonini Soares.

Fundado há seis anos, a Orquestra de Metais Lyra Tatuí vem se tornando referência quando o assunto é qualidade musical. A participação pelo segundo ano consecutivo do evento que integra o festival dirigido por Katharina e Eva Wagner, trinetas do compositor Wagner, deixou clara influências no formato das apresentações. A abertura oficial, com a apresentação das bandeiras dos quase 20 países representados no evento, contou com uma tentativa de “escola de samba”, apresentada por alemães – sem, claro, o tempero brasileiro mas com um esforço digno de registro. Depois, grupos de câmara também diferenciaram a performance. Isso, somado ao fato de que a estreia do grupo brasileiro causou a melhor impressão possível no ano anterior, não é difícil de se concluir que surpreender o público e mexer com o sentimento das pessoas pode ser o objetivo final do festival – daí, o slogan deste ano “Follow your Passion” (“Siga sua Paixão”).

Confortavelmente alojados numa escola pública – que, imagine, conta com ginásios, quadras e amplos espaços, assim, no plural -, os instrumentistas cumprem uma rotina rigorosa de ensaios. Ainda assim, permanecem ansiosos a cada show. “Eu ainda sinto um certo frio na barriga. Fico apreensiva, pensando que os alemães podem não gostar da nossa música brasileira, pois eles não ouvem esse gênero. Mas, ao final, é gratificante. Eu me considero especial por este momento da minha vida. Aqui, aprendo a viver em grupo e aprendo cada vez mais com meus próprios erros”, conta a trompetista Suemir Rodrigues Silva, 16.

Criado para unir os países da Europa e tendo adquirido principalmente na década de 90 um papel importante no incentivo da paz e união entre os jovens, o festival, neste ano, ganha novos ares. “Este festival foi criado para unir o leste ao oeste. Ver a Lyra Tatuí aqui é um sonho. Minha esposa é brasileira e eu conheço o Adalto e a Silvia há algum tempo. O trabalho esse casal faz, praticamente sozinho, é incrível. Por fim, o festival da união virou, hoje, uma grande festa brasileira”, disse Will Sanders, coordenador do grupo de metais do evento há nove anos. Virou mesmo. Três horas após o encerramento do evento, um grupo de bolsistas continuou tocando música brasileira. Primeiro trompa, violão e contrabaixo. Depois, dois portugueses tocavam violão e cantavam as “mais mais” de Tom Jobim. Às três da manhã.

Lyra Tatuí

Com atuais cem integrantes com idades dos 6 aos 18 anos, a Orquestra de Metais Lyra Tatuí foi fundada, em 2002, por Adalto Soares e Sílvia Zambonini Soares – ele trompista e luthier de instrumentos; ela, percussionista. A proposta do projeto é mostrar que o ensino da música é fundamental no processo educativo, proporcionando o desenvolvimento de habilidades e competências benéficas ao bom desempenho escolar, à interação com a família e à comunidade de uma forma geral.

As crianças da orquestra têm a oportunidade de aprender por intermédio da música noções de civismo, respeito aos colegas, disciplina e convívio social, transformando-se em multiplicadoras de conceitos, modificando sua interação com a família e com a comunidade. Os ensaios são diários e a disciplina exigida, nada diferente da de grupos denominados profissionais.

Desde a sua criação, a Lyra Tatuí passou por diferentes pontos da cidade. Atualmente, o grupo é abrigado pelo Lar Donato Flores. Exemplo de superação em questões inexplicáveis, a orquestra de metais sempre sobreviveu graças à abnegação de seus fundadores (e de seus filhos Luca e Bruno, diretamente envolvidos no trabalho), ao apoio dos pais dos instrumentistas e daqueles capazes de enxergar o que vai por trás das notas. A melhor parte? Nunca faltaram merecidos aplausos. Muitos deles.

O festival

O Festival de Bayreuth acontece todos os anos com performances de óperas do compositor Richard Wagner, do século, que foi o criador do evento. As apresentações ocorrem em um teatro especialmente concebido para o festival, cuja construção foi supervisionada pelo próprio compositor e inaugurado em 13 de agosto de 1876. Da cerimônia de inauguração, participaram Kaiser Wilhem, Dom Pedro II, do Brasil, Luís II, o filósafo Friedrich Nietzche e compositores como Edvard Grieg, Pyotr Tchaikovsky e Franz Liszt.

Desde a sua criação, há 133 anos, o festival vem sendo um fenômeno sócio-cultural. No início, foi mantido graças a subsídios estatais e a doações influentes, como as de Luís II. Depois, durante o Terceiro Reich, foi mantido por Adolf Hitler, que teria, no evento, visto, ironicamente, representações que incluíam canções judias e estrangeiras, muito depois de serem proibidas em teatros alemães.

Os bombardeios dos aliados, no final da guerra, destruíram dois terços de Bayreuth. No entanto, o teatro permaneceu intacto. As representações recomeçaram em 1951, depois de um período que ele serviu de teatro para os soldados americanos.

O festival atrai milhares de visitantes todos os verões. A procura (cerca de 500 mil pedidos) muito superior à oferta (60 mil ingressos) faz o tempo de espera por um bilhete ficar entre cinco e dez anos.

Fotos: Deise Juliana


Músicos tocaram na torre da igreja e chamaram atenção do centro da cidade


Apresentação no centro de Bayreuth (15.08)


Apresentação nos 900 anos de Enderdorf (15.08)


Grupo inagura novo castelo (14.08)


Apresentação no castelo da baronesa de Küps


A trompista Suemir e o trompetista Bruno Soares, durante apresentação no interior de igreja de 800 anos, no centro de Bayreuth


Apresentação dentro da igreja de Winklair, vilarejo no interior da Bavaria (16.08)

 

Show da Lyra Tatuí inaugura novo castelo em Bayreuth
Músicos apresentaram-se em castelos de barões, para membros do Parlamento Alemão, em vilarejo no interior da Bavária e iniciam últimos dias de segunda turnê internacional

Deise Juliana
De Bayreuth, Alemanha

Os 35 integrantes da Orquestra de Metais Lyra Tatuí iniciam no sábado, 22, os últimos dias de sua segunda turnê pela Alemanha. Após 16 concertos na cidade de Bayreuth e em outros municípios e vilarejos do interior da Bavária, o grupo passou pela Holanda e inicia as últimas apresentações na região de Karlsrhue, ao norte da Alemanha. Na primeira série de concertos, os músicos tatuianos realizaram apresentações marcantes: inauguraram um castelo, apresentaram-se em outros dois (pertencentes a baronesas), colocaram integrantes do Parlamento Alemão para dançar e realizaram suas animadas coreografias numa histórica igreja.
A Lyra Tatuí, que realiza apresentações na Europa desde o último dia 12, é a convidada especial do 59º Festival Junger Künstler Bayreuth - evento que acontece paralelamente ao 98º Festival de Bayreuth – na região da Bavária, na Alemanha. Em 2009, a Orquestra de Metais fundada há seis anos e coordenada pelos professores Adalto Soares e Silvia Zambonini Soares, participa do evento pela segunda vez e cumpre uma agenda concorrida de concertos. A turnê inclui, ainda, visita à Holanda, que seria realizada na sexta-feira, 21.
Dentre os concertos apresentados pelo grupo, alguns merecem destaque especial. Na primeira sexta-feira em solo alemão – no dia 14 -, a apresentação a um grupo de convidados da diretora do Festival de Bayreuth, Sissy Thammer, contava, na platéia, com integrantes do Parlamento Alemão. Leutheusser Schnanenberger, cotadíssima para assumir vaga no ministério, sambou com os integrantes do grupo. No mesmo dia 14, à noite, a Lyra Tatuí fez show de inauguração oficial do Neues Schloss (Novo Castelo) de Bayreuth. A apresentação foi realizada no pátio de honra, a um grupo restrito de convidados. A reação do público foi imediata: no dia seguinte, dois vídeos da apresentação já podiam ser vistos no youtube (site de postagens de vídeos na internet).
No feriado católico nacional da "Ascensão de Maria", no sábado, 15, os músicos seguiram até a cidade de Warmensteinach. Lá, o grupo foi recebido pelo prefeito Andreas Voit e pela professora Ilse Hauschild, pianista da escola luterana que abrigou o grupo. “Eu nunca vi, na Alemanha, um gurpo com tamanha disciplina e qualidade. O som é fantástico”, disse ela.
No vilarejo de Winklarn, a duas horas de Bayreuth, a Lyra Tatuí foi acompanhada por moradores emocionados e pouco acostumados a shows musicais, no domingo, 16. No vilarejo de 800 habitantes, essencialmente rural e que mantém muitas tradições – entre elas o hábito de homens e mulheres usarem trajes típicos -, o grupo fez uma emocionante apresentação na igreja local. Na missa, os músicos anunciaram a entrada do pároco com a música Fanfare de Laperi. Depois, apresentaram Uatapú (composição de Adalto Soares apresentada com conchas de pescadores) e encerraram sua participação com a “Ave Maria” (na qual parte dos músicos cantaram). A participação do grupo levou os fiéis às lágrimas e, emocionados, aplaudiram a participação especial. Na saída da igreja, novo show, com direito a repertório escolhido a dedo – entre as obras, “África”,  outra composição de Adalto Soares que remete às origens do homem e inclui rituais de índios do Xingu.
A apresentação quebrou a rotina do vilarejo. “Estamos na Alemanha porque os tecnólogos alemães que trabalharam na Fazenda Ipanema ensinaram músicas aos escravos que, mais tarde, colaboraram com a história da fundação da ‘Capital da Música’”, repetia Soares, a cada apresentação e no momento em que também apresentava os instrumentos brasileiros.
Para Sebastian Kunschir, maestro da banda de Winklar que foi fundada há 75 anos, a apresentação foi “encantadora”. “Vê-los tocar é um presente para nossos olhos. Nossa banda reúne trabalhadores que tocam músicas típicas, mas nem nos comparamos ao nível altíssimo e difícil dessas crianças que, ainda por cima, tocam concentrados e sorrindo. São verdadeiros profissionais e sei do que falo pois também trabalho com isso”, disse o maestro e trombonista.
Após as apresentações em Winklar, o grupo foi servido pela prefeita Maxx Baumer num almoço de confraternização e seguiu para uma breve apresentação no castelo da baronesa de Podewiels, em Wildenreuth, para um seleto grupo de convidados. Já em Erbendorf, a Lyra Tatuí foi a convidada especial no ano em que o município celebra seus 900 anos de fundação. O prefeito Johannes Regeu, que fala português, disse que o show foi “um presente do Brasil para a cidade”.
No vilarejo de Küps, na segunda, 17, a Lyra Tatuí fez uma das mais belas apresentações da primeira fase da turnê. No jardim do castelo da baronesa de Heniwarth – que assistiu a cinco shows da banda no ano passado -, músicas como Aquarela do Brasil, Tico-Tico no Fubá, Caravan, Uatapú e África foram apresentadas a convidados da baronesa. Depois de uma chuva leve, um arco-íris coloriu o céu. “Me perdoem pela chuva, mas como eu já havia encomendado o arco-íris, não sabia que o dono dele também iria enviá-la junto. Esse arco-íris começa aqui e termina no Brasil”, disse a baronesa. Ali, depois da apresentação, alemães arriscaram passos de samba – incluindo a própria baronesa.
A série de situações atípicas enfrentada pelos músicos tatuianos, incluiu um show inédito até para uma igreja fundada há 800 anos. Na quarta, 19, o padre Hans-Hellmm Bayer, da igreja de Heilig Dreifaltigkeit, de Bayreuth, fez questão que o show fosse realizado no interior da igreja. O prédio, que ruiu há 400 anos e foi totalmente reconstruído, passa por sua segunda reforma. Dentro dele, vários túmulos – uma tradição da igreja católica, que enterrava seus líderes dentro dos templos. Ali, num ambiente histórico e respeitado, a Lyra Tatuí arrancou aplausos e emoção. “Eu os vi no ano passado e fiquei impressionado. Fiz questão que a apresentação fosse aqui dentro. Foram os primeiros brasileiros a se apresentarem aqui. Foram os primeiros a fazerem coreografias e dançarem aqui. Estou muito orgulhoso porque a maneira como tocam é um agradecimento à alegria de viver e uma oração ao Deus vivo”, disse o padre.
A apresentação emocionou também Mary Cox, pianista americana que mora no Alabama e foi uma das homenageadas durante a apresentação de “Rosa”, de Pixinguinha, na qual trompistas rendem homenagem a mulheres na platéia. “Meu filho toca trompa há 50 anos e eu fiquei emocionada com todos eles e com todo o entusiasmo que transmitem. Eu não consegui parar de chorar, pois sempre ouço música para não ficar sozinha”, afirmou.
O show, com direito a samba, foi tão positivo que os músicos foram convidados para, no dia seguinte, tocarem no topo da torre da igreja. Após ouvir “África”, o padre Bayer não se conteve: “venho até aqui sempre no Réveillon; mesmo com todos os fogos de artíficio, nunca senti o que senti agora”.
Após longo passeio na região conhecida como a “Suíça Alemã”, os integrantes da Lyra Tatuí se preparavam para uma breve viagem à Holanda e, de lá, deveriam retomar a segunda e última série de concertos em solo europeu. A Lyra Tatuí retorna ao município no sábado, 29. Na bagagem, muito mais que presentes: uma história inesquecível que marcaria a carreira de qualquer músico.

 

 

Notícia do dia 15/07/2009

MPF PEDE SUSPENSÃO DA LEI QUE REGULAMENTA PROFISSÃO DE MÚSICO

Para procuradora, lei é inconstitucional por violar a liberdade de expressão.

‘Se o profissional for mau músico, nenhum dano causará à sociedade’, diz. A procuradora-geral da República em exercício, Deborah Duprat, protocolou na terça-feira (14) ação no Supremo Tribunal Federal (STF) questionando a lei 3.857/60, que estabelece critérios para o exercício da profissão de músico. No ofício, ela pede uma liminar (decisão provisória) para suspender alguns dispositivos da lei e que, no julgamento definitivo, a legislação seja revogada.

Segundo a procuradora, que exerce interinamente o cargo de chefe do Ministério Público Federal (MPF), as restrições profissionais impostas pela legislação são incompatíveis com a liberdade de expressão da atividade artística, prevista no artigo 5º da Constituição Federal.

Com esse argumento, Deborah Duprat classifica a lei como inconstitucional. Ela alega ainda que a norma confronta até com a liberdade profissional, também prevista na Constituição.

ORDEM DOS MÚSICOS

A lei questionada instituiu a Ordem dos Músicos do Brasil, cuja finalidade é “exercer, em todo o país, a seleção, a disciplina, a defesa da classe e a fiscalização do exercício da profissão do músico, mantidas as atribuições específicas do Sindicato respectivo”. A norma prevê a possibilidade da aplicação de penalidades que vão desde advertência, censura e multa, até a suspensão e cassação do exercício profissional.

“Numa democracia constitucional, não cabe ao estado policiar a arte, nem existe justificativa legítima que ampare a imposição de quaisquer requisitos para o desempenho da profissão de músico”, explica a procuradora-geral. 

Na ação, ela acrescenta que a profissão de músico não figura entra os ofícios em que a Constituição autoriza o legislador a estabelecer qualificações profissionais. 

“Se um profissional for um mau músico, nenhum dano significativo causará à sociedade. Na pior das hipóteses, as pessoas que o ouvirem passarão alguns momentos desagradáveis.

Além do que, em matéria de arte, o que é péssimo para alguns pode ser excelente para outros, não cabendo ao Estado imiscuir-se nesta seara, convertendo-se no árbitro autoritário dos gostos do público”. 


Notícia do dia 26/06/2009

AMAZONAS FORMALIZA FILIAÇÃO JUNTO A CNBF

A Federação Amazonense de Bandas e Fanfarras, fundada em Manaus em 2008, encaminhou nos últimos dias a CNBF toda a sua documentação legal, devidamente registrada em cartório e já com a emissão de seu CNPJ, juntamente com o pedido formal de filiação junto a essa representação nacional.

Por sua vez, o presidente da CNBF já emitiu a consulta formal junto aos demais membros da diretoria executiva para formalização final da filiação do estado do Amazonas.

A Federação Amazonense de Bandas e Fanfarras foi legalmente fundada em 2008, mas somente agora, com o apoio de órgãos públicos, concluiu o registro de todos os seus documentos. Ainda no ano passado, conseguiu reunir em Manaus as principais corporações musicais da capital e interior em um grande festival. Nesse ano de 2009, a expectativa é de que consiga realizar o seu primeiro campeonato estadual  e encaminhar representantes que participarão pela primeira vez do Campeonato Nacional.

O presidente da Federação Amazonense de Bandas e Fanfarras é o maestro  Alexssandro Franco, ligado a Secretaria de Cultura do município de Manaus.


Notícia do dia 10/03/2009

AS PRINCIPAIS DECISÕES DO XVI ENCONTRO

O XVI Encontro Nacional de Regentes e Dirigentes das Entidades Estaduais filiadas a CNBF, concluído no último dia 7 de Lorena, SP, reviu decisões técnicas do Regulamento do Campeonato Nacional , atualizou artigos funcionais dos estatutos e definiu as cidades sedes para o XVII Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras a ser realizado em outubro do corrente ano, além de outras questões.

O Congresso Técnico e Assembléia Geral realizados em Lorena, SP, receberam representantes de 12 estados que participaram de intensa programação. Na pauta técnica, os representantes estaduais aprovaram a inclusão da figura do Mor para julgamento e premiação a partir do corrente ano e estabeleceram a sua regulamentação. Foi decidido pelas comissões, depois de estudos e pesquisas, que o baliza masculino não terá mais avaliação e, portanto nem premiação. Sua presença, no entanto, quando houver, está submetida a um código de posturas obrigatório.

Foi aprovada a extinção dos Campeonatos Abertos Regionais a pedido de entidades filiadas, porém, instituído o Campeonato Aberto Estadual, que poderá ser realizado pela CNBF nos estados que não contam com representação filiada. No caso, nos termos do regulamento, corporações musicais classificadas nesses eventos terão acesso ao Campeonato Nacional do ano.

PALESTRAS

O XVI Encontro Nacional também contou com palestras e painéis informativos de importantes musicistas, dentre os quais Fernando Dissenha (solista da OSESP), Erik Heimmann (professor do Conservatório de Tatuí), Cristal Veloso (Coordenadora de Difusão Musical da Yamaha do Brasil), Valéria Forte (editora da revista No Tom e coordenadora da Central de Apoio as Escolas de Música – CAEM), Fernando Rogério Kloeckner Noronha (professor do Colégio Luterano de Porto Alegre e Mor da Banda do Colégio La Salle São João) e Bohumil Med (editor da Livraria Musimed e professor emérito da UNB).

Todas as palestras contaram com a presença dos representantes estaduais, visitantes e  instrumentistas da cidade e região, muitos deles músicos militares.

SEDES DO NACIONAL 2009

Em reunião ordinária plenária, os representantes estaduais aprovaram as seguintes sedes para as finais do Campeonato Nacional de 2009: Final Nacional de Bandas Marciais e Bandas de Percussão – dias 17 e 18 de outubro em Sorocaba, SP. Final Nacional de Bandas Musicais de Marcha, Bandas de Concerto e Bandas Sinfônicas – dias 24 e 25 de outubro em Mairinque, SP. As finais de Fanfarras Simples e Fanfarras c/ 1 válvula estão agendadas para os dias 9 e 10 de outubro em Belém, no estado do Pará.

Fotos selecionadas

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Notícia do dia 01/04/2009

O MOR EM JULGAMENTO!

 

Depois de inúmeras discussões e ponderações nos últimos três anos de Encontros Nacionais, a Assembléia Geral aprovou finalmente a avaliação formal do Mor e sua consequente premiação. Os parâmetros aprovados, depois de longo debate de comissão de estudos de especialistas convidados pela Assembléia Geral da CNBF passam a vigorar a partir do corrente ano. As regras básicas para atuação e avaliação do Mor já se encontram no Regulamento Nacional revisado de 2009.


Notícia do dia 20/06/2009

NOTA DE FALECIMENTO

A Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras tem o pesar de informar o falecimento do Professor Milton Ferreira Fontellas, regente da Fanfarra do Colégio Otávio Martins de Souza, de Franca, estado de São Paulo, nesse sábado, 20 de junho, vítima de sérias conseqüências de um acidente automobilístico na rodovia Cândido Portinari entre Franca e Cristais Paulista.

O Professor Milton Fontellas, carinhosamente chamado pelos íntimos de “gordo”, iniciou suas atividades musicais na década de 70, participando como corneteiro da primeira fanfarra montada pelo maestro Ronaldo Faleiros, em Franca, SP, no Colégio João Marciano de Almeida. Chegou também a participar, como tubista, da banda marcial Júlio Cardoso, do colégio industrial do mesmo nome, também em Franca também com o maestro Faleiros.

Conquistou títulos expressivos no Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras bem como no então Campeonato Estadual de Bandas e Fanfarras, promovido pela Secretaria de Esportes e Turismo do Estado de São Paulo.

Nos últimos anos, o Prof. Milton lutava bravamente com uma diabetes avançada. Ironicamente, foi vitimado por um acidente automobilístico quando levava alunos para um ensaio de uma banda que também mantinha em Cristais Paulista.

O corpo esta sendo velado no velório São Vicente de Paulo, em Franca, SP. O sepultamento se dará às 9.00 horas desse domingo, 21, no Cemitério da Saudade, em Franca.
A CNBF, expressa à família enlutada sinceras condolências, em especial na pessoa de seu presidente, maestro Ronaldo Faleiros.


Notícia do dia 06/06/2009


Profa. Benedita Tomaz Guersi

NOTA DE FALECIMENTO

A Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras tem o pesar de informar o falecimento da Professora Benedita Tomaz Guersi ( carinhosamente conhecida como Dona Benê) esposa do Coronel José Guersi, presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da CNBF, ocorrido no final da tarde desse sábado, dia 06/06/2009, nas dependências do Hospital da Cruz Azul (Cambuci), São Paulo Capital, depois de prolongada enfermidade.

A Professora sempre foi conhecida do meio de bandas e fanfarras, principalmente nos últimos 20 anos, quando, além de companheira inseparável do cel. José Guersi em suas viagens de apoio e eterno jurado nos diversos eventos tanto da Secretaria de Esportes e Turismo (a partir de 1988, Projeto Bandas e Fanfarras) como nos da Confederação Nacional a partir de 1998), passou a participar diretamente como integrante da equipe técnica, a convite do maestro Ronaldo Faleiros, sendo responsável pelos mapas gerais de notas em todos os eventos. Sua última atuação deu-se nas finais do XV Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras, final das categorias bandas musicais de marcha, bandas de concerto e bandas sinfônicas, realizado em 2007 em Itaquaquecetuba, SP.

O corpo esta sendo velado no velório da Cruz Azul, proximidades do Largo do Cambuci, na Av. Lins de Vasconcelos, São Paulo, capital. O sepultamento se dará a partir das 10.00 horas desse domingo, dia 07/07 no Cemitério da Vila Alpina, São Paulo.

Em nome de todas as entidades filiadas, seus presidentes, diretores, corporações musicais, componentes, a CNBF, através da sua diretoria, consultores, assessores e colaboradores, expressa ‘a família enlutada sinceras condolências.

Obs. As entidades filiadas, amigos e simpatizantes que desejarem encaminhar uma mensagem ou telegrama de p êsames ou solidariedade ao cel. José Guersi, o endereço é Rua Sansão Alves dos Santos 138, apto. 16, Edifício Guaraporé, bairro Cidade Monções, CEP 04571-090  São Paulo, Capital.


Notícia do dia 17/05/2009

BELÉM, NO PARÁ, ABDICA DA SEDE DO NACIONAL EM 2009

A diretoria da AMA (Associação Musical da Amazônia), que representa o Estado do Pará junto a CNBF, enviou comunicado oficial nessa semana ao presidente Maestro Ronaldo Faleiros, abdicando de sediar em 2009, conforme votado no Encontro Nacional das Entidades estaduais filiadas, as finais das categorias Fanfarras Simples e Fanfarras c/ 1 Válvula.

A justificativa deu-se em razão de cortes generalizados de recursos, por parte do governo do Estado, em todas as secretarias, visando atender municípios em dificuldades.

A diretoria executiva da AMA solicitou também a transferência do evento de 2009 para 2010, o que será deliberado no próximo Congresso Nacional.  

Diante do exposto, a direção da CNBF já entrou em contato com outros  municípios que haviam se colocado a disposição para sediar a final de fanfarras depois da deliberação do Encontro Nacional. Nos próximos dias, a nova sede das finais do XVII Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras, para as categorias Fanfarras Simples e Fanfarras c/ 1 Válvula será anunciada.


Notícia do dia 9-03-2009

CNBF DEIXA BRASÍLIA E TRANSFERE-SE PARA LORENA (SP)

A grande surpresa do XVI Encontro Nacional de Regentes e Dirigentes das Entidades Estaduais filiadas a CNBF, realizado de 4 a 8 últimos em Lorena, no Estado de São Paulo, foi o anúncio, logo na solenidade de abertura, feito pelo  secretário municipal de Educação, Prof. Élcio Vieira Lima declarando  aos presentes que a municipalidade colocava a disposição da CNBF um imóvel e infra estrutura para que se estabelecesse na cidade.

A proposta da transferência da sede da CNBF foi encaminhada à assembléia geral instalada no último dia 7 e foi aprovada por unanimidade. Um contrato de parceria será firmado entre o município e a confederação estabelecendo parâmetros que garantirão a manutenção de infra-estrutura por um período de quatro anos.

A CNBF ocupará espaço independente junto as instalações do prédio da Secretaria da educação, um casarão do fim do século XIX recentemente restaurado sobre a supervisão do Iphan. Sua localização é na área central da cidade, na Praça Baronesa de Santa Eulália, ao lado da catedral. (fotos abaixo)


AMAZONAS FUNDA FEDERAÇÃO E SE
INTEGRA AO MOVIMENTO NACIONAL

AM

Durante o mês de setembro, o estado do Amazonas, depois de longo período de tentativas, conseguiu reunir as principais entidades amadoras musicais do estado, dentre escolas particulares, municipais e rede pública e fundaram a Federação Amazonense de Bandas e Fanfarras.  No último Encontro Nacional da CNBF, ocorrido em fevereiro em Lorena, SP, um representante do Amazonas se fez presente para colher subsídios e levar para seu estado.

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A mais nova iniciativa nacional já produziu frutos: com o apoio da CNBF, Manaus realizou o II Festival de Bandas e Fanfarras em novembro último.


No momento, a nova diretoria da Federação Amazonense está concluindo os trâmites legais para a filiação junto a CNBF e já deve participar como membro legal no próximo Encontro Nacional agendado para logo após o carnaval de 2009.

Veja algumas fotos do Festival de Bandas e Fanfarras de Manaus












Notícia do dia 19-11-2008

PRESIDENTE DA CNBF REGISTRA A
1ª FANFARRA RURAL DO BRASIL

Esteve em Lorena na quarta-feira (19) o presidente da Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras (CNBF) o Maestro Ronaldo Faleiros. A visita foi realizada para que o Maestro pudesse conhecer a única fanfarra rural do país que fica no Pinhal Novo e faz parte do projeto Fanfarra nas Escolas.

O projeto começou a ser desenvolvido em 2004 nas escolas municipais e conta hoje com sete escolas participantes. As aulas são ministradas pelo regente Sargento Washington de Oliveira Souza. O objetivo dessas aulas de música é oferecer aos alunos a possibilidade de aprender técnicas musicais, além de oferecer mais uma possibilidade de motivação para eles freqüentarem a escola.

“Eu já conhecia a estrutura forte da educação municipal de Lorena, mas mesmo assim eu fiquei surpreso com a qualidade da infra-estrutura dessa escola rural”, disse Faleiros. A Prefeitura procura oferecer a melhor qualidade de ensino para todos os seus alunos, inclusive os da zona rural, ofertando a eles condução, merenda, instrumentos, equipamentos e uniformes.

A Prefeitura e o Prefeito Paulo Neme dão todo o apoio a esse e outros projetos desenvolvidos pela secretaria da Educação, incentivando assim a melhoria do ensino na cidade. A Fanfarra do Pinhal Novo é mais uma prova de como o investimento em educação na cidade é realmente forte. O sucesso dessa iniciativa é o resultado da ação conjunta entre a Prefeitura, a secretaria, diretores, professores e alunos em um esforço único para melhorar cada vez mais a educação em Lorena.

(Matéria publicada na imprensa de Lorena e no jornal de Pindamonhangaba em 21/11/2008)


NOTA DA CNBF

A visita do presidente da CNBF, maestro Ronaldo Faleiros a Lorena teve o objetivo, de fato, de documentar a primeira fanfarra exclusivamente rural em atividade no País que se tenha conhecimento oficial até o momento. Os cerca de 55 componentes moram e estudam na área rural, sem deslocamento para a cidade sede do município, Lorena. Alguns se deslocam cerca de 10 km para chegar à escola através de transporte escolar especial administrado pela prefeitura.

A escola localiza-se há cerca de 30 km de Lorena, em plena serra do mar e está por volta  de 1.200 metros acima do nível do mar.

O que chamou a atenção do representante da CNBF foi a estrutura da escola, com todas as condições necessárias para o desenvolvimento de um bom ensino, aliás, típico de Lorena, que recentemente recebeu um prêmio nacional e internacional pela qualidade de aplicação da educação.

Durante a visita, teve-se a oportunidade de acompanhar um ensaio das crianças e comprovar a empolgação e o alto interesse de todas no desempenho da atividade.

A Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras congratula-se com o empenho e dedicação da diretora da Escola Belarmina Fernandes Borges, profa. Jussara M. Eid, o secretário da Educação Prof. Élcio Vieira e o prefeito municipal de Lorena, dr. Paulo Neme por essa iniciativa, com certeza um exemplo nacional.

FOTOS DA ESCOLA E DA 1ª FANFARRA RURAL DO BRASIL

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Tudo na Hora/ Portal de Notícias de Alagoas
Roberto Amorim - 06:10 - 03/12/2008   

O alemão que há 18 anos zela pela música alagoana


Alfons Kubina afirma que os gestores culturais deram as costas para maestros e músicos alagoanos.



Alfons Kubina: alemão apaixonado pela música alagoana

É emocionante ouvir o alemão Alfons Maria Kubina repetir várias vezes a frase “a beleza e a força da nossa cultura”, quando se refere às bandas de música de Alagoas.
 
Morando em Maceió desde 1990, o músico e professor é apaixonado pelas filarmônicas alagoanas e acompanha de perto a via-crúcis de maestros e músicos para não abandonarem o ofício. 

Seu envolvimento é tanto, que em 1998 fundou a Federação das Bandas de Música e Fanfarras de Alagoas (FEBAMFAL). De lá para cá, são dez anos de muito esforço, poucas conquistas e grandes decepções. 

Sua maior queixa é a falta de respeito dos gestores públicos que recebem salário para cuidar das políticas públicas culturais. Segundo Alfons, não existe qualquer esforço para incentivar o notável trabalho artístico e social das bandas de música em terras alagoanas.
 
“Por eles, ficamos jogados às moscas. Estou cansado de entregar projetos e, sequer, receber resposta. Tudo fica engavetado com a mesma desculpa da falta de dinheiro. Não existem planejamento nem vontade política para ver a cultura musical de Alagoas florescer”, lamenta o alemão, que fez o curso de regência aos 18 anos e é especializado no ensino de instrumentos de sopro.

Técnico em regência - Recentemente, a Assembléia Legislativa de Alagoas negou o título de “Instituição de Utilidade Pública” a FEBAMFAL, que ainda funciona graças ao dinheiro saído do bolso do próprio Alfons.
 
Galego de sangue quente, o alemão naturalizado maceioense não é do tipo que fica se lamentando. Muito pelo contrário. Praticamente sozinho, transformou a sala principal da casa onde mora na sede da Federação e gasta todo o tempo livre na formatação e execução de projetos, como encontros e campeonatos de bandas em várias cidades do interior.
 
Agora está empenhado em conseguir dinheiro para realizar um curso profissionalizante de regência. “A maioria dos nossos maestros é autodidata. São bons, mas precisam de formação acadêmica. O curso é reconhecido pelo Ministério da Educação e vai formar técnicos em regência”, diz Alfons, que sustenta a família com o lucro do Espeto do Alemão. O churrasquinho funciona de terça a domingo na calçada da sua casa, no bairro do Poço.
 
“Infelizmente, os gestores públicos não sabem dar valor a riqueza musical de Alagoas. Se fosse em outro país, esses músicos espalhados pelas cidades do interior seriam tratados como heróis”.


Notícia do dia 10-11-2008

CAMPEONATO NACIONAL 2008

A CNBF concluiu com êxito no último fim de semana a última etapa do XVI Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras, com as finais das categorias Bandas Musicais de Marcha, Bandas de Concerto e Bandas Sinfônicas. Os eventos foram realizados no município de Itaguaí, RJ, nos dias 8 e 9 de novembro passados. As etapas anteriores foram realizadas respectivamente em Sorocaba, SP ( bandas marciais e bandas de percussão) nos dias 13 e 14 de setembro e em Lorena,SP ( fanfarras simples e fanfarras c/ 1 válvula) em 20 e 21 de setembro.
Os números do XVI Campeonato Nacional superaram as expectativas, tanto na representatividade dos estados participantes quanto ao numero de corporações musicais, apesar das conhecidas dificuldades principalmente em se tratando de um ano eleitoral.
No geral, dentre todas as etapas, 52 corporações musicais disputaram a final em Sorocaba, 36 em Lorena e 25 em Itaguaí, totalizando 113 entidades ou cerca de 9.000 instrumentistas de 10 estados diferentes ( SC,PR,SP,RJ,ES,GO,DF,SE,AC e PA) .
É consenso geral entre os profissionais que participaram da Banca Avaliadora nas finais do XVI Campeonato que nas três etapas o nível técnico de 2008 foi surpreendente. Mais que isso, destacam-se a partir desse evento algumas corporações relativamente desconhecidas do grande público e que obtiveram excelentes resultados. Segundo a opinião da maioria, a categoria que mais cresceu tecnicamente em comparação aos resultados de 2007 foi a de bandas sinfônicas, seguida de perto pelas bandas marciais e na seqüência as fanfarras simples tradicionais, as fanfarras c/ 1 válvula e as bandas de percussão. O percentual de disputa em todas as categorias  nesse ano foi de 96% (noventa e sete por cento), ou seja, a maioria absoluta das categorias tinham corporações que disputavam as colocações com concorrentes. Já do lado dos participantes, houve unanimidade e sobraram elogios pela infra-estrutura colocada a disposição pelas cidades sedes de Sorocaba, Lorena e Itaguaí.
O público flutuante que prestigiou as finais nas três cidades foi um dos maiores dos últimos anos segundo os organizadores.


Banda Lyra de Tatuí - Viagem Alemanha

Foto tirada na frente do Teatro de Ópera de Richard Wagner em Bayheuth o qual foi construido somente para as obras dele. Este teatro abre somente no Verão e tem uma fila de espera de dez anos para que o público possa comprar ingressos.

 

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Notícia do dia 05-09-2008

Volta da educação musical ao currículo obrigatório do ensino básico

Vivemos um momento muito especial para a educação musical brasileira. Depois de vários anos de luta, o ensino de música volta a ser obrigatório nas escolas de ensino fundamental e médio, com a aprovação da Lei no 11.769, em 18 de agosto de 2008.

Essa aprovação, no entanto, tem gerado uma série de questionamentos, dúvidas e, também, preocupações e críticas. Parte dos questionamentos e dúvidas está diretamente vinculada ao fato de ter sido vetado um dos artigos que constava no Projeto de Lei: aquele que previa que o ensino de música deveria ser ministrado por professores com formação específica na área.

Foram apresentadas duas razões para o veto. A primeira delas é que parece estar gerando dúvidas, pois afirma que “no Brasil existem diversos profissionais atuantes nessa área [música] sem formação acadêmica ou oficial em música e que são reconhecidos nacionalmente. Esses profissionais estariam impossibilitados de ministrar tal conteúdo na maneira em que este dispositivo está proposto” Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-622-08.htm

De fato, esses profissionais estão impossibilitados de ministrar aulas de música nas escolas de educação básica, ao menos como professores efetivos ou concursados. Isso porque a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996 (LDB), que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional, é bastante clara no tocante à formação dos professores da educação básica. O Art. 62, apresentado como parte do “TÍTULO VI – Dos Profissionais da Educação”, estabelece que:

“Art. 62. A formação de docentes para atuar na educação básica
far-se-á em nível superior, em curso de licenciatura, de graduação plena, em universidades e institutos superiores de educação, admitida, como formação mínima para o exercício do magistério na educação infantil e nas quatro primeiras séries do ensino fundamental, a oferecida em nível médio, na modalidade Normal.”

A formação em curso de licenciatura plena, portanto, é exigida de todo e qualquer professor da educação básica, seja aquele que vai ensinar música, língua portuguesa, matemática ou qualquer outra área de conhecimento prevista na LDB. Como isso é explicitamente declarado no Art. 62, não há necessidade de especificar a formação de professores de quaisquer áreas de conhecimento, disciplinas ou conteúdos específicos. Isso justifica a segunda parte do veto – que não nos parece problemática –, onde se afirma que: 
“esta exigência [da formação específica na área de música] vai além da definição de uma diretriz curricular e estabelece, sem precedentes, uma formação específica para a transferência de um conteúdo. Note-se que não há qualquer exigência de formação específica para Matemática, Física, Biologia etc. Nem mesmo quando a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional define conteúdos mais específicos como os relacionados a diferentes culturas e etnias (art. 26, § 4o) e de língua estrangeira (art. 26, § 5o), ela estabelece qual seria a formação mínima daqueles que passariam a ministrar esses conteúdos”. Disponível em:

http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2007-2010/2008/Msg/VEP-622-08.htm

Vale reforçar que não há exigência de formação específica para os outros conteúdos porque isso já está previsto no Art. 62. A primeira parte do veto, além de contradizer a própria LDB, apresenta outra inconsistência ao se referir ao Art. 62 quando, de fato, o que estava em questão era o Art. 26.

Um segundo conjunto de preocupações e críticas à nova Lei refere-se à suposta falta de preparo dos professores de música ou mesmo à ausência de pessoas qualificadas para dar aulas, aliada à escassez de materiais didáticos na área de música.

Com certeza, os cursos superiores deverão formar um maior número de professores licenciados em música para atender a demanda de todas as escolas de ensino fundamental e médio. Mas isso não significa que os atuais professores estejam despreparados ou mesmo que não existam professores qualificados para o ensino de música. A formação de professores de música é um tema que vem sendo amplamente debatido na área de educação musical, debate que tem acompanhado as principais tendências sobre formação de professores, tanto no Brasil quanto no exterior.

Além disso, a maioria dos cursos superiores de música abandonou há vários anos a concepção da chamada formação polivalente, que englobaria música, artes visuais e teatro, tanto que a expressão “Licenciatura em Educação Artística ” vem seguida de uma habilitação específica, no nosso caso, a habilitação em música. Além disso, desde 2004, as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Graduação em Música reconhecem somente pelo nome Música qualquer graduação nessa área.

Os professores de música, portanto, vêm sendo preparados há vários anos para atuar nas escolas de educação básica. É claro que, como professores, sempre temos muito que aprender e aperfeiçoar, mas isso é próprio dessa profissão, que apresenta novos desafios a cada dia, já que lida com crianças, jovens e adultos em formação, vivendo num mundo em constante transformação e caracterizado pela acelerada produção de novos conhecimentos e tecnologias.

 Quanto aos materiais didáticos na área de música, a crença de que são escassos ou até inexistentes pode ser facilmente revista se acessarmos a produção recente de diversos profissionais em diferentes partes do país, muitos deles vinculados às mesmas instituições de ensino superior que formam professores de música, como UFRGS, Udesc, UFPR, UFU e UFMG, para citar somente algumas. Dentre essas produções, destacamos Livros de música para a escola: uma bibliografia comentada, organizada pela Profa. Jusamara Souza (UFRGS) e publicada em 1997, que identificou, em bibliotecas escolares, sebos e acervos particulares somente da cidade de Porto Alegre, 223 livros didáticos de música, publicados desde o início do século XX até a década de 1990. O acesso a esse material deve ser aperfeiçoado, assim como a produção atual, sem dúvida, deve ser constantemente ampliada, visando a atender a novas demandas educativo-musicais, mas há vasto material à disposição dos professores de música.

 É com base nesses e em vários outros materiais, que muitos professores já vêm desenvolvendo práticas de ensino de música em várias escolas do nosso país, independente da legislação, principalmente nos sistemas municipais de ensino.

 Os professores de música certamente enfrentam/enfrentarão uma série de obstáculos e dificuldades para desenvolver seu trabalho nas escolas públicas, como a falta de recursos, a inadequação da estrutura física, as condições às vezes extremamente difíceis em que vive parte dos alunos e a violência. Mas essa é a situação de boa parte das nossas instituições públicas de ensino. Esperar que elas se transformem em espaços ideais para que possamos ensinar música seria, no mínimo, falta de responsabilidade e comprometimento com a sociedade da qual somos parte.

Profa. Dra. Luciana Del Ben, UFRGS

Notícia do dia 19-08-2008

Presidente sanciona Projeto de Lei 2732/2008

Brasília - DF, terça-feira, 19 de agosto de 2008
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LEI N °  11.769, DE 18 DE AGOSTO DE 2008

Altera a Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, Lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA

Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1o O art. 26 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, passa a vigorar acrescido do seguinte § 6o:

"Art. 26. .................................................................................

§ 6o A música deverá ser conteúdo obrigatório, mas não exclusivo, do componente curricular de que trata o § 2o deste artigo." (NR)

Art. 2o ( VETADO)

Art. 3o Os sistemas de ensino terão 3 (três) anos letivos para se adaptarem às exigências estabelecidas nos arts. 1o e 2o desta Lei.

Art. 4o Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.


Brasília, 18 de agosto de 2008; 187º da Independência e 120º da República.

LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Fernando Haddad

Cópia não substitui o DOU


Notícia do dia 19-08-2008

Governo federal sanciona lei que obriga o ensino de música nas escolas do país

Publicada em 19/08/2008 às 20h04m
O Globo Online

RIO - Agora é lei. Todas as escolas públicas e particulares do país deverão oferecer aulas de música a seus alunos. O projeto de lei que prevê a obrigatoriedade foi sancionado pelo presidente da república em exercício, José Alencar, na última sexta-feira e publicado nesta terça no Diário Oficial da União. O projeto foi sancionado com veto ao artigo que prevê a qualificação específica dos professores. O documento diz que "esta exigência vai além da definição de uma diretriz curricular e estabelece, sem precedentes, uma formação específica para a transferência de um conteúdo."
De acordo com o grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAP) que está à frente da campanha "Quero Educação Musical na Escola", o veto não compromete o avanço da luta para devolver o ensino de música às escolas. Segundo o grupo, o governo disse que está aberto ao diálogo em relação à formação específica do professor de música e que este assunto poderá ser tratado a posteriori.
Ensino de música nas escolas é ferramenta de inclusão cultural e de cidadania, dizem especialistas
"Esta campanha inicia uma segunda fase focada em dar suporte à implementação da lei" - divulgou, em nota o grupo.
Para Felipe Radicetti, compositor e coordenador do GAP, o desafio agora é discutir nacionalmente qual é a educação musical que serve ao Brasil hoje. Apoiam o GAP músicos como Daniela Mercury, Roberto Frejat, Francis Hime, Ivan Lins, Fernanda Abreu, Zé Renato e Gabriel Pensador, dentre outros.


ABAIXO, TODA A MOVIMENTAÇÃO QUE LEVOU A ESSA VITÓRIA

Sanção do Presidente ao Projeto de Lei 2732/2008
 

O Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música convoca a todos os interessados na volta da educação musical nas escolas a participar desta ação!

Com a aprovação por unanimidade no Senado Federal e na Câmara, o projeto de lei 2732/2008 que trata da volta da educação musical ao currículo obrigatório do ensino fundamental estará nos próximos dias sendo enviado ao Planalto para a sanção ou o veto do Presidente Lula.

Nesta última etapa será preciso uma forte demonstração da importância desta lei para a sociedade civil, enviando um e-mail ao Presidente Lula e à Casa Civil, pedindo pela sanção desta lei.

Envie o seu pedido a partir desta 5ª feira, dia 17 de julho.

Como enviar seu pedido ao Presidente Lula

1. Vá ao site da Presidencia: http://www.presidencia.gov.br/presidente
2. Clique, na segunda barra de links do alto da página, em Fale com o Presidente e em seguida Escreva a sua Mensagem.
3.Envie cópia da sua mensagem por e-mail para a Casa Civil gabinetecasacivil@planalto.gov.br

Sugestão de título: Pedido pela sanção do Presidente ao Projeto de Lei 2732/2008


Notícia do dia 27-06-2008

O Grupo de Articulação Parlamentar Pró-música está promovendo em seu site http://www.queroeducacaomusicalnaescola.com uma ampla pesquisa, que pretende atingir todos os interessados no território nacional, visando encontrar qual o perfil ideal para o ensino da música no Brasil. Os resultados dessa pesquisa por certo servirão de subsídios na ampla discussão que se segue nos próximos meses sobre o conteúdo programático da música no Ensino Fundamental, cuja lei foi recentemente aprovada na Câmara e Senado. A sanção presidencial dessa lei deve acontecer brevemente.

COMO VOCÊ ACHA QUE DEVE SER A EDUCAÇÃO MUSICAL NO BRASIL?

Participe da pesquisa clicando aqui:


COMUNICADO

Comunicamos a todos os colegas parceiros e amigos que o nosso trabalho, estratégia e ações foram coroadas de êxito, com a aprovação por unanimidade na Comissão de Educação, Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados, do PL2732/2008 que trata da volta da educação musical ao ensino fundamental.
Queremos destacar nesta ação, a participação fundamental dos parceiros de Brasília: Alexandra Capone, Beatriz Salles, Cristina Grossi, Maria Isabel Montandon e Renio Quintas e a presença de cerca de 25 alunos da UnB e UFG que junto conosco - assim como em dezembro na ocasião da aprovação no Senado - tiveram uma participação política exemplar, cantando quando não era permitido, transgredindo na medida certa, desfazendo a rigidez disciplinar das sessões de votação e criando dessa forma, o ambiente emocional necessário para afirmar aos presentes o caráter popular e histórico do evento. A tramitação total do projeto de lei em menos de ano e meio é em si espantoso para todos os observadores.
O nosso mais profundo agradecimento aos artistas, educadores e produtores presentes nas ações fundamentais desta campanha, destacadamente no encontro histórico com o Ministro da Educação Fernando Haddad: Daniela Mercury, Roberto Frejat, Francis Hime, Olivia Hime, Zé Renato, Gabriel Pensador, Maestrina Ligia Amadio, Carlos de Andrade, Cristina Saraiva, Beatriz Salles, Juca Novaes e Walter Franco, Alexandra Capone, Liane Hentschke, Sérgio Figueiredo, Eneida Soller, assim como representantes do poder público, como os Srs. Senadores Cristóvam Buarque, Romeu Tuma, o Secretário da Comissão de Educação, Cultura e Esportes do Senado Júlio Linhares e o Deputado Frank Aguiar - também músico – e que foi o relator do Projeto De Lei 2732 na Câmara.
Oferecemos esta vitória também a todas as 86 entidades que emprestaram o nome de suas entidades e instituições para a campanha, a saber: ABEM Associação Brasileira de Educação Musical, ABM - Academia Brasileira de Música, ABMI - Associação Brasileira de Música Independente, ABRAF - Associação Brasileira de Flautistas, ABRINQ - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, ACEB Associação Cultural e Educacional de Brasília, ACR - Associação Cultural Cearense do Rock, Alô Música, AMUBAE Associação de Músicos, Bandas e Agentes de Entretenimento de Macaé, ANAFIM Associação Nacional dos Pequenos e Médios Fabricantes de Instrumentos Musicais, ANPPOM Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música, Aprendamúsica, Arte & Som Escola de Música, Associação Brasileira da Música Abemúsica, Associação Coral Cantus Firmus Brasília, Associação dos Compositores do Estado do Paraná, Atelier Cenográfico, CAMTAR - Comunidade de Amigos, Trabalhadores e Apoiadores da Radio, Centro de Estudos Musicais Tom Jobim, Centro Musical Mauri Toniolo, CMBP – Conservatório Musical Brooklin Paulista, Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras, Conselho Regional de Serviço Social - CRESS 9ª Região São Paulo, Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário - CBM – RJ, Cooperativa de Música – SP, Editora MANGIONE, FILHOS & CIA LTDA, Editora Som, EM&T - Escola de Música e Tecnologia, Escola de Música Clave de Sol - Ceres-GO, Escola de Música da Rocinha, Escola de Música e Belas Artes do Paraná, Escola de Música Éthos, Estação Musical espaço de música e arte, Faculdade de Artes do Paraná, FLADEM-INTERNACIONAL Foro Latinoamericano de Educación Musical, Fórum Municipal de Cultura de São Luís, FPPM - Fórum Paulista Permanente de Música, Frente Parlamentar de São Paulo, Grupo de Trabalho Formação - Fórum Permanente de Música do Rio Grande do Sul, HISPANIA Línguas Latinas. SP, HMP Marketing Editorial, Instituto Villa-Lobos - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), Instituto Educacional Despertar – MG, ISME International Society for Music Education, Jornal das Gravadoras, Movimento Música Curitibana, Musica & Mercado Brasil e Latin América, Música no Museu, MUSICALIS - Núcleo de Música, Musicoop- Cooperativa dos Músicos Profissionais de Minas Gerais, Músi-K Magazine, Musimania Escola de Música Fortaleza - CE, Musin - Museu do Som Independente – Paraná, NIM – Núcleo Independente de Músicos, ONG Música e Cidadania - Grande Florianópolis, Orion Cymbals, OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP, PHILARMONIA BRASILEIRA Produções Artísticas Ltda, Rede Social da Música, Revista Backstage, Revista Concerto, Revista eletrônica OBSERVADOR CULTURAL, Revista Guitar Player, Revista Modern Drummer. Associação Musical Rio Cello Ensemble – OMUSIC / Rio Cello Encounter, SADEM Sindicato Argentino de Músicos, Sala Cecília Meireles, Seminários de Música Pró Arte RJ, SIMPROIND - Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes SP, SindiMúsicos/BA - Sindicato dos Músicos da Bahia, SINDMUSI Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro, SKB - Sociedade Kodály do Brasil, SMBB Sociedade Musical Bachiana Brasileira, Sociedade Brasília Cultural, Teatro Oficina, direção de José Celso Martinez Corrêa - SP, TEMBIÚ - Alimento de Alma, Universidade de Brasília – UnB, Universidade Estadual de Londrina, Universidade Estadual de Maringá, Universidade FM/ Universidade Estadual de Londrina, VivaMúsica!, Weril Instrumentos Musicais Ltda.
Destacamos, sobretudo o Grupo de Trabalho instituído pelo GAP/NIM, que elaborou o manifesto e a estratégia de ação em conjunto e esteve presente em todos os momentos desta ação. Para estes dedicamos todo o reconhecimento: Cristina Grossi, Cristina Saraiva, Déborah Cheyne, João Gulherme Ripper, José Nunes Fernandes, Liane Hentschke, Luciana Del Ben, Magali Kleber, Marcelo Biar, Maria Isabel Montandon, Sérgio Figueiredo, Silvia de Lucca e Turíbio Santos, todos signatários do manifesto, marco e ponto de partida de todo o processo.
Aos Senadores autores do PL330/2006, Roseana Sarney, Saturnino Braga, Sérgio Zambiasi, Cristóvam Buarque e Romeu Tuma, a relatora no Senado Federal, a Senadora Marisa Serrano, ao Deputado Frank Aguiar relator na Câmara e aos deputados presentes nas Comissões e que aprovaram por unanimidade este projeto de lei em todas as instâncias.
Agradecemos aos parceiros da campanha “Quero Educação Musical na Escola” uma criação e programação visual da agência Staff Brasil Comunicação, à Burburinho Cultural, Bateia Cutura pelo gerenciamento do site e à HostNet pela hospedagem.
Agradecemos também aos inúmeros veículos que publicaram anúncios, matérias, cobertura dos eventos e divulgaram a tese e a campanha.
O nosso mais profundo reconhecimento a todos os parceiros do GAP, como o SindMusi, que vem apoiando as nossas ações através de passagens aéreas sempre que possível, fez a cobertura jornalística dos eventos e publicou em primeira mão a aprovação, a Cooperativa de Música de São Paulo pela participação constante e disponibilidade, o Fórum Permanente Paulista de Músicos - FPPM, a ABMI, a Rede Social da Música, a Universidade de Brasília - UnB e aos meus queridos parceiros do Núcleo Independente de Músicos - NIM, o núcleo gestor de todo o movimento - Alexandre Negreiros, Cristina Saraiva, Fernanda Abreu, Francis Hime, Ivan Lins e Dalmo Motta, o meu beijo especial por terem empenhado fé e apoio quando não era possível oferecer mais do que um comprometimento verbal.
Finalmente queremos agradecer e compartilhar a nossa alegria com os primeiros 2377 signatários do manifesto e com os 7385 signatários do site da campanha até o dia de hoje, cuja participação na campanha está documentada e assegurada. As então mais de 8000 assinaturas (já são quase 10.000 agora) foram entregues ao Ministro da Educação Fernando Haddad, anexo ao manifesto, e as demais constarão dos próximos documentos a serem produzidos.
O próximo passo é, no prazo máximo de quinze dias, a aprovação na CCJ, (Comissão de Constituição e Justiça), o que já é esperado. Em seguida, a sanção presidencial, imediatamente.
É hora portanto, da mobilização do setor para estabelecer e consolidar vínculo oficial com o CNE, visando encontros para a discussão da implementação da Ed. Musical.
Depreende-se deste texto, que este movimento foi realizado por muitas mãos trabalhadoras e de muitos pontos do país. Novamente agradecemos a todos pelo empenho exemplar, suporte e espírito de equipe que tem pautado a nossa parceria neste empreendimento vitorioso.

Abraços

Felipe Radicetti

Coordenador do Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música - GAP
felipe.radicetti@gmail.com
www.queroeducacaomusicalnaescola.com

ENTIDADES APOIADORAS

ABEM Associação Brasileira de Educação Musical.
ABM - Academia Brasileira de Música.
ABMI - Associação Brasileira de Música Independente.
ABRAF - Associação Brasileira de Flautistas.
ABRINQ - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos.
ACEB  Associação Cultural e Educacional de Brasília.
ACR - Associação Cultural Cearense do Rock.
Alô Música.
AMUBAE Associação de Músicos, Bandas e Agentes de Entretenimento de Macaé.
ANAFIM Associação Nacional dos Pequenos e Médios Fabricantes de Instrumentos Musicais.
ANPPOM Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música.
Aprendamúsica.
Arte & Som Escola de Música.
Associação Brasileira da Música Abemúsica.
Associação Coral Cantus Firmus  Brasília.
Associação dos Compositores do Estado do Paraná.
ASSOM - Associação dos Músicos do Distrito Federal e Entorno
Atelier Cenográfico.
CAMTAR - Comunidade de Amigos, Trabalhadores e Apoiadores da Rádio.
Central de Apoio às Escolas de Música - CAEM
Centro Acadêmico de Música da Universidade Federal do Paraná
Centro de Estudos Musicais Tom Jobim.
Centro Musical Mauri Toniolo.
CMBP - Conservatório Musical Brooklin Paulista.
Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras.
Conselho Regional de Serviço Social - CRESS 9ª Região São Paulo.
Conservatório Brasileiro de Música – Centro Universitário - CBM – RJ.
Cooperativa de Música – SP.
Departamento de Música da Universidade de São Paulo
Editora MANGIONE, FILHOS & CIA LTDA.
Editora Som.
EM&T - Escola de Música e Tecnologia.
Escola de Música Clave de Sol - Ceres-GO.
Escola de Música da Rocinha.
Escola de Música e Belas Artes do Paraná.
Escola de Música Éthos.
Estação Musical espaço de música e arte.
Faculdade de Artes do Paraná.
FLADEM-INTERNACIONAL Foro Latinoamericano de Educación Musical.
Fórum Municipal de Cultura de São Luís.
FPPM - Fórum Paulista Permanente de Música.
Frente Parlamentar de São Paulo.
Grupo de Trabalho Formação - Fórum Permanente de Música do Rio Grande do Sul.
HISPANIA Línguas Latinas. SP.
HMP Marketing Editorial.
Instituto Villa-Lobos - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Instituto Educacional Despertar – MG.
ISME International Society for Music Education.
Jornal das Gravadoras.
Movimento Música Curitibana.
Movimento Som de Música Independente.
Música & Mercado Brasil e Latin América.
Música no Museu.
MUSICALIS - Núcleo de Música.
Musicoop- Cooperativa dos Músicos Profissionais de Minas Gerais.
Músi-K Magazine.
Musimania Escola de Música Fortaleza - CE.
Musin - Museu do Som Independente – Paraná.
NIM - Núcleo Independente de Músicos.
ONG Música e Cidadania - Grande Florianópolis.
Orion Cymbals.
OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP.
PHILARMONIA BRASILEIRA Produções Artísticas Ltda.
Pianos Fritz Dobbert
Rede Social da Música.
Revista Backstage.
Revista Concerto.
Revista eletrônica OBSERVADOR CULTURAL.
Revista Guitar Player.
Revista Modern Drummer.
Associação Musical Rio Cello Ensemble – OMUSIC / Rio Cello Encounter.
SADEM Sindicato Argentino de Músicos.
Sala Cecília Meireles.
Seminários de Música Pró Arte RJ.
SIMPROIND - Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes SP.
SindiMúsicos/BA - Sindicato dos Músicos da Bahia.
SINDMUSI Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro.
SKB - Sociedade Kodály do Brasil.
SMBB Sociedade Musical Bachiana Brasileira.
Sociedade Brasília Cultural.
Teatro Oficina, direção de José Celso Martinez Corrêa - SP.
TEMBIÚ - Alimento de Alma.
UNIMEP  -Piracicaba
Universidade de Brasília – UnB.
Universidade Estadual de Londrina.
Universidade Estadual de Maringá.
Universidade Federal Fluminense.
Universidade FM/ Universidade Estadual de Londrina.
VivaMúsica!
Weril Instrumentos Musicais Ltda.


Comissão da Câmara aprova por unanimidade Projeto de Lei pela volta da educação musical na educação básica

O Projeto de Lei 2732/2008, com relatoria do Dep. Frank Aguiar, que determina a obrigatoriedade do ensino musical na educação básica, foi aprovado hoje, dia 28 de maio, ao meio-dia, por unanimidade pela Comissão da Educação, Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados. Para ter valor de lei, falta apenas a votação na Comissão de Constituição de Justiça, o que deve acontecer entre uma semana e 15 dias. A votação foi acompanhada pelo Grupo de Articulação Parlamentar Pró-Música (GAP), que é formado por 86 entidades, como universidades, associações e cooperativas de músicos. O Projeto de Lei é fruto de uma mobilização desse grupo. 

O Projeto, originado no Senado sob o número 330/2006, é de autoria de Roseana Sarney (PMDB-MA) e relatoria de Marisa Serrano (PSDB-MT). Contou também com o apoio da Comissão de Educação, através dos senadores Roberto Saturnino, Sérgio Zambiasi, Romeu Tuma, Cristóvam Buarque, Juvêncio da Fonseca e Leonel Pavan. A aprovação no Senado também foi unânime.
 
O ensino de música nas escolas foi retirado do currículo na década de 1970. Com seu retorno, a idéia não é formar músicos profissionais, mas sim um reconhecimento dos benefícios que esse ensino pode trazer para o desenvolvimento e a sociabilidade das crianças. 

 (Grupo de Articulação Parlamentar Pró Música)

Confira o texto da Relatoria clicando no link abaixo

 http://www.queroeducacaomusicalnaescola.com/relatorio_frank.pdf


CARTEIRINHAS CNBF - Software contratado pela CNBF em 2008 para emissão das carteiras identificatórias  dos componentes das corporações, não foi aprovado pela CNBF, por não cumprimento de exigências. Com isso, ainda no corrente ano o documento válido para as finais será o RG original. As demais resoluções a respeito, referentes aos cadastrados de 2007, permanecem válidas.


Notícia do dia 26-05-2008

Banda Lyra de Mauá retoma ensaios e volta a normalidade

Depois de serem surpreendidos no mês passado com a presença da polícia na sua sede de ensaios e com a ordem de parar com as atividades, a Banda Marcial Lyra de Mauá, SP, retomou a normalidade. A tranqüilidade, entretanto, tem prazo de validade: a corporação terá que providenciar em 90 dias tratamento acústico em suas dependências, enquanto aguardará a construção de uma nova sede, em terreno a ser doado pela Prefeitura Municipal. A ação policial foi devida denúncia de barulho excessivo feita pelos moradores vizinhos à sede da corporação.
Até resolver o impasse, a Lyra de Mauá suspendeu suas atividades por algumas semanas. Nesse período, uma forte mobilização se fez sentir: inúmeros e-mails de protesto pela ação arbitrária foram encaminhados ‘a Lyra, as autoridades de Mauá, vereadores e também veiculados em todos os sites que tratam das atividades e divulgação das bandas e fanfarras no Brasil. Audiências públicas foram realizadas no legislativo da cidade, com apoio da população em defesa da corporação. Por fim, o Promotor de Justiça do Município conciliou um entendimento entre vizinhos e a banda, que voltou normalmente as suas atividades.


Banda Lyra de Mauá é proibida de ensaiar

 "Quinta-feira completou uma semana que os integrantes da Banda Lyra de Mauá, estão sem ensaiar.
O grupo musical, que já conquistou vários títulos e, é referência nacional, foi surpreendido na sexta-feira, dia 16, com a presença da polícia na sede de ensaios, na Rua Princesa Isabel, 247, em Mauá, com a ordem de parar com as atividades. A ação foi devida denúncia de barulho excessivo feita pelos moradores, configurando de acordo com o artigo 42 da Lei das Contravenções Penais, crime de perturbação do trabalho ou do sossego alheio".

O texto acima é a abertura de ampla matéria estampada pelo jornal Diário do Grande ABC, cuja matéria, na íntegra foi reproduzida em vários jornais.

Ao tomar conhecimentos dos fatos, em Comunicado expedido pela corporação musical, o presidente da Confederação  Nacional de Bandas e Fanfarras, maestro Ronaldo Faleiros, encaminhou ofício ao maestro Carlos Binder, presidente da Corporação Musical Lyra de Mauá e demais autoridades do município. O mesmo documento e o Comunicado emitido pela Lyra também foram encaminhados a todas as entidades filiadas a CNBF em 18 estados.

Por outro lado, o presidente da CNBF solicitou a Assessora para Assuntos Institucionais em Brasília, Profa. Marisa Araújo Oliveira, uma consulta e análise jurídica do caso no STJ (Superior Tribunal de Justiça) do Distrito Federal.

O fato que ora atinge a corporação de Mauá não é um fato isolado. O maestro Adalto, da Lyra de Tatuí já enfrentou o mesmo problema. Notícias semelhantes registram a constância em várias outras entidades e estados. Num passado não muito distante, os ensaios da Fanfarra Monteiro Lobato, da zona norte da capital de São Paulo frequentemente eram interrompidos na rua com a chegada da polícia devido a intolerância de visinhos.  


Abaixo, veja a íntegra dos documentos citados.

Comunicado da Lyra de Mauá

Ofício da CNBF


Cursos Yamaha/CNBF são realizado em Aracaju

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Conforme o programado, os Cursos Yamaha, destinados a instrumentistas de bandas e fanfarras, resultado da parceria com a CNBF foram realizados nos dias 18, 19 e 20 do corrente no Conservatório de musica de Sergipe. Contaram com a participação de 15 alunos do Projeto Sopro Novo Yamaha para Flauta Doce, ministrado pela Profa. Selma Oliveira no dia 18, e no dia 19 o masterclass de Saxofone com participação de 35 músicos sob a orientação do Saxofonista Erick Heimann Pais. No dia 20, domingo, foi realizado o masterclass de Trompete, pelo Prof. Fernando Dissenha. Participaram 27 trompetistas. Os cursos tiveram a duração de 8 horas cada e contou com a parceria da Secretaria de Estado da Cultura de Sergipe, e patrocinios Yamaha Musical do Brasil, Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras e Federação de Fanfarras e Bandas de Sergipe. Segundo informações do maestro Rivaldo Dantas, presidente da Federação de Fanfarras e Bandas de Sergipe, os cursos obtiveram pleno êxito  com resultados muito elevados.


ENCONTRO NACIONAL DE 2008

A CNBF concluiu com sucesso no último fim de semana o XV Encontro Nacional de Regentes e Dirigentes das entidades filiadas a CNBF, realizado no município de Lorena, estado de São Paulo. A programação foi acompanhada com expressivo interesse pelos representantes dos 11 estados presentes com direito a voto (RS, PR, SC, SP, GO, AC, MA, PA, SE, AL, e PI) Também participaram representantes dos estados de Minas Gerais, Distrito Federal e Amazonas. Os estados do Rio de Janeiro, Espírito Santo e Paraíba não enviaram representantes. Também estiveram presentes ouvintes do município de Lorena, das cidades vizinhas, da capital paulista e convidados especiais.
A cerimônia de abertura do XV Encontro Nacional da CNBF ocorreu na noite de quinta feira na Casa da Cultura, num prédio secular localizado no centro de Lorena. Estiveram presentes, além dos representantes estaduais, autoridades do município, como o Prefeito municipal Paulo Neme, os secretários de Educação, Cultura, Segurança, dentre outros, além de professores da rede municipal e estadual de ensino, instrumentistas da cidade e região, e convidados especiais. Na ocasião, foi formalizada a fundação da Associação de Fanfarras e Bandas do Município de Lorena, que tem por finalidade fornecer sustentação institucional e técnica as corporações musicais em atuação na rede de ensino local.Um grupo de metais da FAGAP ( Fanfarra Gabriel Prestes) e uma fanfarra municipal também abrilhantaram a noite.
Os trabalhos formais do XV Encontro Nacional tiveram início na manhã do dia 22, sexta feira, nas dependências do Valle Hotel, quando os representantes estaduais discutiram questões administrativas com a diretoria da CNBF. O Prof. Bohumil Méd, Consultor Especial da organização, apresentou um painel técnico a cerca das mudanças no Regulamento do Campeonato Nacional, implantadas em 2007. No período da tarde, os participantes assistiram a apresentação de painéis nas dependências da Casa da Cultura, sob os auspícios da Yamaha do Brasil, visitaram uma exposição de instrumentos musicais e uniformes montada pelas empresas apoiadoras da CNBF e prestigiaram a palestra do Maestro Dario Sotelo, professor de regência do Conservatório de Tatuí que discorreu sobre a Banda Sinfônica no Brasil.

 


No sábado, o Encontro Nacional propiciou um painel pelo maestro Eduardo Jardim, representante do Projeto de edição de partituras musicais para bandas, da Funarte, outra palestra do maestro Dario Sotelo versando sobre Repertório Brasileiro e um painel técnico apresentado pelo Prof. Antonio Pereira, do Conservatório de Tatuí sobre técnicas de regência para bandas e fanfarras, tema de um trabalho a ser editado pela CNBF em parceria com a livraria Musimed, de Brasília.
O último dia do Encontro Nacional foi encerrado por volta das 23,00 horas, nas dependências do Valle Hotel, quando a CNBF concluiu os trabalhos dos debates técnicos das comissões de música, corpo coreográfico e baliza, reunindo os representantes nacionais, que votaram as alterações do Regulamento Nacional com aplicação imediata nos eventos oficiais de 2008.

DISTRIBUIÇÃO DE MATERIAL TÉCNICO

No decorrer do XV Encontro Nacional, todas as empresas parceiras distribuíram material didático e técnico aos participantes como a Yamaha ( kits), Jomal Uniformes (brindes), Cezar Som (brindes), Adah Drummers (workshops) e a Roriz Instrumentos Musicais que sorteou um trompete e uma flauta transversal . A Livraria Musimed distribui partituras completas para bandas de estilos diversos, além de livros e métodos, que foram sorteados. Em sua palestra, o maestro Dario Sotelo fez entrega a CNBF de uma coleção completa de cds, referentes ao repertório brasileiro para bandas, todos distribuídos para os representantes. Uma coletânea de partituras e arranjos do Projeto Pró Bandas, do Conservatório de Tatuí e outras do acervo recente que está em fase de edição também foi disponibilizada. Visite o link especial Partituras.

RESULTADOS DOS DEBATES E CALENDÁRIO NACIONAL

 No decorrer do XV Encontro Nacional de Regentes e Dirigentes das Entidades Filiadas a CNBF, os debates das comissões técnicas de música, corpo coreográfico e baliza definiram algumas mudanças já com aplicação imediata nos principais eventos de 2008, como os campeonatos estaduais e campeonato nacional.
Das propostas advindas dos representantes e selecionadas pela Comissão de Triagem e debatidas pelas comissões foram a plenária e foram aprovadas a adoção da execução de uma peça de autor brasileiro para todas as categorias técnicas, incluindo fanfarras, ‘a exceção das bandas de percussão. O desempenho das corporações musicais recebeu um novo item de julgamento e um jurado especializado, que avaliará a peça de entrada nos campeonatos. A revisão das faixas etárias e a implantação de um regulamento específico e conseqüente julgamento e premiação para Mor, ganharam comissões de estudo que apresentarão resultados concretos no próximo Encontro, em 2009 e possível regulamentação e vigência.Foi reimplantada a  categoria Bandas Musicais de Concerto, com objetivo de prestigiar a formação das bandas musicais que não dispõe de recursos para adquirir a complementação instrumental exigida pelas bandas sinfônicas.
 As alterações no Regulamento do Campeonato Nacional serão destacadas na publicação da Ata final do Encontro de 2008, o que será feito nos próximos dias. Os visitantes desse site também poderão conferir o texto final do Regulamento, já revisado, a partir do dia 7 de março vindouro.

SEDES DO NACIONAL 2008

 Pelas propostas oficiais encaminhadas a CNBF, foram aprovadas pelos representantes Nacionais  as seguintes cidades sedes e datas para a execução do XVI Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras:  dias 13 e 14 de setembro, Final Nacional de Bandas Marciais  e Bandas de Percussão no município de Sorocaba, no estado de São Paulo; dias 20 e 21 de setembro, Final Nacional de Fanfarras Simples e Fanfarras c/ 1 Válvula, no município de Lorena, no estado de São Paulo; dias 27 e 28 de setembro, Final Nacional de Bandas Musicais de Marcha, Bandas Musicais de Concerto e Bandas Sinfônicas no município de Barra Mansa, estado do Rio de Janeiro.

PALESTRAS E PAINÉIS TÉCNICOS FORAM O PONTO ALTO EM LORENA

Os participantes do XV Encontro Nacional assistiram em Lorena palestras e painéis informativos de alta relevância, que chegaram a influenciar conceitos e acrescentar informações que ajudaram nas decisões técnicas votadas durante os debates. As palestras ficaram por conta do Maestro Dario Sotelo e do Prof. Antonio Pereira. Os painéis foram apresentados pela Professora Cristal Veloso, Prof. Bohumil Méd e Maestro Eduardo Jardim.
Nos dois dias práticos do Encontro Nacional, o maestro Dario Sotelo discorreu sobre as Bandas Sinfônicas no Brasil e Repertório Brasileiro. O maestro Antonio Pereira apresentou um trabalho sobre Técnicas de Regência para Bandas e Fanfarras, que será tema de um trabalho escrito a ser publicado e lançado pela CNBF em parceria com a livraria Musimed.
A Professora Cristal Veloso, representando a Yamaha do Brasil, apresentou um Painel sobre o Projeto Sopro Novo Bandas e o maestro Eduardo Jardim, representando a Funarte, detalhou um novo projeto de apoio ‘as bandas referente a edição de partituras.

CURSOS E WORKSHOPS

Em comum acordo com a Yamaha do Brasil, parceira da CNBF, workshops com o trompetista Eduardo Dissenha e o saxofonista Erik Heimann Pais serão encaminhados as entidades filiadas de dois estados. O mesmo acontecerá com a Adah, que disponibilizou quatro workshops de percussão. A CNBF ainda encaminhará por seus próprios recursos um workshop de trombone com o Professor Radegundis Feitosa, além de disponibilizar cursos específicos, em comum acordo com as entidades filiadas através de seu cadastro nacional de professores.


Notícia do dia 10-07-2008

- Resoluções nomeiam Coordenadores Regionais da CNBF no Centro Oeste e Norte


Notícia do dia 30-01-2008

Funarte concede prêmios para aquisição de instrumentos de sopro a bandas de música

A Fundação Nacional de Artes (Funarte) e o Ministério da Cultura lançaram o edital do Programa Nacional Bandas de Música, que concede prêmios para aquisição de instrumentos de sopro a bandas de todo o Brasil. O objetivo é contribuir para a melhoria da qualidade técnica e artística dos conjuntos musicais do País. Os interessados devem enviar ao Centro da Música da Funarte a ficha de inscrição, acompanhada de um projeto de aquisição de instrumentos, até 14 de março de 2008.

Serão contemplados no mínimo 138 projetos, com prêmios no valor de até R$ 20 mil cada um, atendendo a todos os estados da federação. Os critérios de avaliação são a qualificação da banda, a clareza na exposição de suas necessidades e a viabilidade prática do projeto. Segundo o edital, serão consideradas bandas de música aquelas compostas por instrumentos de sopro e percussão, com pelo menos 15 músicos, que tenham diretoria e regimento interno e ofereçam cursos de formação para instrumentistas. Bandas de pífanos (de formação mais simples), de rock, fanfarras, bandas marciais, militares e conjuntos ligados a instituições religiosas não podem se inscrever.

O diretor do Centro da Música da Funarte, Pedro Müller, explica que esta é a primeira vez que o Programa Nacional Bandas de Música não distribui diretamente os instrumentos de sopro. 

- A Funarte optou por custear a aquisição dos instrumentos, pois desta forma evitamos as despesas com transporte e conseguimos atingir mais bandas em todo o País. Além disso, os contemplados têm liberdade para adquirir os instrumentos mais adequados à sua realidade. É importante transferir às bandas a responsabilidade pelo uso da verba - afirma Müller.

O Programa Nacional Bandas de Música é uma das ações do Projeto Bandas, desenvolvido desde 1976 pelo Centro da Música da Funarte. Além do programa que viabiliza a aquisição de instrumentos, o Projeto Bandas mantém um cadastramento das bandas de todo o País; promove cursos de reciclagem para instrumentistas e regentes, e cursos de manutenção e reparos em instrumentos de sopro; edita e distribui partituras especialmente arranjadas para bandas e o Manual de Reparo e Manutenção de Instrumentos de Sopro.


Notícia do dia 08-12-2007

PROJETO DE LEI PARA RETORNO DA MÚSICA AO CURRÍCULO ESCOLAR FOI APROVADO NO SENADO FEDERAL

No último dia 4 de dezembro de 2007, terça feira, em sessão no Senado Federal, em Brasília, DF, a Comissão de Educação aprovou o Projeto de Lei 330, de autoria da Senadora Roseana Sarney, que altera a Lei 9.394, de 1996, conhecida como lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica. Segundo o Regimento, o projeto ainda poderá receber emendas entre o dia 18 e 22 do corrente perante a Comissão de Educação, a partir do qual tramitará para a etapa final no Congresso Nacional . A previsão é que seja votado no próximo ano, em caráter definitivo. Os principais segmentos  musicais brasileiros, que integraram a Comissão Parlamentar Pró Música e que defendem essa importante iniciativa, tentada sem sucesso por políticos e setores da indústria instrumental no passado, prevêem que algumas das polêmicas geradas pela proposta ( como quem serão os habilitados a darem aula de música, dentre outros) poderão estar resolvidas até a votação final que mudará a Lei. Saiba em detalhes, nos links abaixo, a íntegra da tramitação desse projeto.

http://www.queroeducacaomusicalnaescola.com


SESSÃO NA COMISSÃO DE EDUCAÇÃO DO SENADO APROVA VOLTA DA EDUCAÇÃO MUSICAL NAS ESCOLAS

Dia 4 de dezembro, terça-feira, às 11hs

Plenário No. 15, Ala Alexandre Costa, Comissão de Educação do Senado Federal

A campanha empreendida em 2006 em prol da volta da educação musical nas escolas teve um êxito notável. O Manifesto apresentado no Senado, por ocasião da audiência pública de 22 de novembro do ano passado continha a adesão das mais representativas entidades do setor nacionais e internacional, como a ISME (International Society for Music Education) além das adesão de (até o presente momento) 67 entidades musicais do Brasil e do exterior e a adesão individual de 2344 assinantes entre eles alguns dos mais expressivos artistas da música brasileira.

O resultado desta mobilização foi a elaboração de 2 Projetos de Lei nos termos propostos pelo manifesto, os PLS 330/2006 e PLS 343/2006 e que ora estão em sua fase final com o parecer pela aprovação destes, pela Senadora Marisa Serrano, atual Relatora. A Comissão de Educação aprovou o Projeto que altera a Lei 9.394, de 1996, conhecida como lei de Diretrizes e Bases da Educação, para dispor sobre a obrigatoriedade do ensino da música na educação básica.

Entidades apoiadoras:

1. NIM - Núcleo Independente de Músicos.
2. ABEM Associação Brasileira de Educação Musical.
3. ANPPOM Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música.
4. ISME International Society for Music Education.
5. FLADEM-INTERNACIONAL (Guatemala).
6. Foro Latinoamericano de Educación Musical.
7. SINDMUSI Sindicato dos Músicos do Rio de Janeiro.
8. ABM - Academia Brasileira de Música.
9. Instituto Villa-Lobos - Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
10. FPPM - Fórum Paulista Permanente de Música.
11. OSUSP - Orquestra Sinfônica da USP.
12. SADEM Sindicato Argentino de Músicos.
13. Frente Parlamentar de São Paulo.
14. Sociedade Brasília Cultural.
15. SKB - Sociedade Kodály do Brasil.
16. CMBP - Conservatório Musical Brooklin Paulista.
17. Grupo de Trabalho Formação - Fórum Permanente de Música do Rio Grande do Sul
18. Rede Social da Música.
19. SindiMúsicos/BA - Sindicato dos Músicos da Bahia.
20. SIMPROIND - Sindicato dos Músicos Profissionais Independentes SP.
21. Teatro Oficina, direção de José Celso Martinez Corrêa - SP.
22. SMBB Sociedade Musical Bachiana Brasileira.
23. Música no Museu.
24. PHILARMONIA BRASILEIRA Produções Artísticas Ltda.
25. Seminários de Música Pró Arte RJ.
26. Alô Música.
27. Fórum Municipal de Cultura de São Luís.
28. ANAFIM Associação Nacional dos Pequenos e Médios Fabricantes de Instrumentos Musicais.
29. ONG Música e Cidadania - Grande Florianópolis.
30. Associação Brasileira da Música Abemúsica.
31. Escola de Música da Rocinha.
32. Centro de Estudos Musicais Tom Jobim.
33. VivaMúsica!
34. Revista Concerto.
35. Revista Violão PRO, Sax & Metais.
36. Revista eletrônica OBSERVADOR CULTURAL.
37. Revista Música & Mercado.
38. Revista Backstage.
39. Conselho Regional de Serviço Social - CRESS 9ª Região São Paulo.
40. CAMTAR - Comunidade de Amigos, Trabalhadores e Apoiadores da Radio.
41. Universidade FM/ Universidade Estadual de Londrina.
42. ABMI Associação Brasileira de Música Independente.
43. ACR - Associação Cultural Cearense do Rock.
44. Confederação Nacional de Bandas e Fanfarras.
45. Musimania Escola de Música Fortaleza - CE.
46. ABRAF - Associação Brasileira de Flautistas.
47. Aprendamúsica.
48. Weril Instrumentos Musicais Ltda.
49. ABRINQ - Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos.
50. ACEB Associação Cultural e Educacional de Brasília.
51. Arte & Som Escola de Música.
52. Movimento Música Curitibana.
53. Editora Som.
54. Estação Musical espaço de música e arte.
55. EM&T - Escola de Música e Tecnologia.
56. Atelier Cenográfico.
57. Revista Guitar Player.
58. Revista Modern Drummer.
59. HISPANIA Línguas Latinas. SP.
60. TEMBIÚ - Alimento de Alma.
61. Orion Cymbals.
62. Escola de Música Éthos.
63. Centro Musical Mauri Toniolo.
64. Escola de Música Clave de Sol - Ceres-GO.
65. Associação Coral Cantus Firmus Brasília.
66. Editora MANGIONE, FILHOS & CIA LTDA.
67. AMUBAE Associação de Músicos,Bandas e Agentes de Entretenimento de Macaé.

TRAMITAÇÃO DO PROJETO

Notícia do dia 08-12-2007

PROJETO DE LEI TAMBÉM PREVÊ ISENÇÃO DE TRIBUTOS PARA IMPORTAÇÃO DE INSTRUMENTOS MUSICAIS E ACESSÓRIOS

Também se encontra em pauta na Comissão de Educação do Senado Federal, o Projeto de Lei 345-2006, de autoria do Senador Cristovam Buarque que concede isenção do Imposto de Importação, da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços (PIS/PASEP-Importação) e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior (COFINS-Importação) aos instrumentos musicais, suas partes e acessórios. Este projeto foi apresentado 'a mesma época do Projeto 330, de 2006, de autoria da Senadora Roseana Sarney, sobre o retorno da música ao currículo escolar. Ambos tramitavam conjuntamente até o momento. Por um acordo, o projeto da senadora Roseana foi apreciado em separado pela Comissão de Educação no último dia 4 e aprovado. O projeto do senador Buarque segue em tramitação. Acompanhe abaixo.

ÍNTEGRA DO PROJETO

PROJETO DE LEI DO SENADO Nº 345, DE 2006

Concede isenção do Imposto de Importação, da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público incidente na Importação de Produtos Estrangeiros ou Serviços (PIS/PASEP-Importação), e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social devida pelo Importador de Bens Estrangeiros ou Serviços do Exterior (COFINS/Importação) aos instrumentos musicais, suas partes e acessórios.

O Congresso Nacional decreta:
Art. 1º E concedida isenção do Imposto de Importação incidenle sobre instrumentos musicais, suas partes e acessórios, constantes do Capítulo 92 da Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados (TIPI), aprovada pelo Decreto nº 4.542, de 26 de dezembro de 2002.

Art. 2º O inciso II do art 9º da Lei nº 10.865, de 30 de abril de 2004, passa a vigorar acrescido da seguinte alinea i: "Art. 9º II – i) importação de instrumentos musicais,
suas partes e acessorios constantes do Capitulo 92 da TIPI."

Art. 3º O Poder Executivo, com vistas ao cumprimento dos arts. 5º, II, 12 e 14 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, estimará o montante da renúncia fiscal decorrente do disposto nesta lei e o incluirá rio demonstrativo a que se refere o § 6º do art. 165 da Constituição, o qual acompanhará o projeto de lei orçamentária, cuja apresentação se der após decorridos sessenta dias da publicação desta lei, bem como fará constar das propostas orçamentárias subseqüentes os valores relativos à aludida renúncia.

Art. 4º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Parágrafo único. Os benefícios de que trata esta lei só produzirão efeitos a partir do primeiro dia do exercício financeiro imediatamente posterior àquele em que for implementado o disposto no art. 3º

Justificação

A carga tributária brasileira é sabidamente alta. A tributação incidente sobre a comercialização e a importação dos instrumentos musicais não foge à regra.
O preço desses produtos, quando fabricados e vendidos em território nacional, sofre um acréscimo médio de quarenta por cento, decorrente da incidência, direta ou indireta, dos seguintes tributos e encargos: Imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação – ICMS, Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público – PIS/PASEP, Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social – COFINS, Contribuição Social Patronal incidente sobre a Folha de Salários – INSS, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – FGTS, Contribuição Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de Créditos e Direitos de Natureza Financeira – CPMF, Imposto de Renda – IR e Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido – CSLL.

No que tange à importação de instrumentos musicais, a incidência do Imposto de Importação, com alíquotas entre 10% e 18%, do PIS/Pasep-Importação e da Cofins-Importação, com alíquotas de 1,65% e 7,6%, respectivamente, na entrada desses produtos no território nacional onera o importador e aumenta os seus já elevados preços.

Há consenso entre os representantes do setor quanto ànecessidade de concessão de tratamento tributário mais benéfico aos instrumentos musicais, suas partes e acessórios, mormente no que se refere àtributação na importação. Realmente, apesar do grande desenvolvimento técnico da indústria nacional, expressiva parcela dos músicos profissionais ainda não encontra instrumentos produzidos no Brasil com a mesma qualidade apresentada por equivalentes estrangeiros, que precisam, então, ser importados.

A redução da tributação dos instrumentos musicais na importação estimulará a atividade musical brasileira, que proporciona tanto orgulho a nossa nação.

Não é demais lembrar que a música é uma manifestação cultural de extrema importância. Estamos constantemente circundados por suas diversas formas.
Pode-se afirmar que o homem não vive sem ela. A música brasileira é, sem dúvida, a mais rica do mundo. Sabemos da sua importância incontestável, o que a levou a ser considerada uma das marcas do Brasil no exterior e a influenciar até mesmo o jazz norte-americano e a música erudita francesa. A discografia é extremamente vasta. No entanto, faltam estímulos aos músicos, principalmente aqueles em início de carreira, que não possuem condições de adquirir os instrumentos adequados, necessários para o exercício de tão belo oficio.
Essas as razões pelas quais proponho esse projeto, esperando a sua acolhida e aprovação por parte de nossos nobre, Pares.


Notícia do dia 25-11-2007

O ESTADO DO PIAUÍ CRIA FEDERAÇÃO DE BANDAS

E FILIA-SE A CNBF

O Estado do Piauí, na Região Nordeste, tornou-se o mais recente estado a criar uma federação de bandas  e filiar-se a CNBF. O ato oficial de fundação da entidade foi realizado no final da tarde do último dia 23 de novembro, nas dependências da Escola Técnica Federal, em Teresina. A sessão de instalação da Federação piauiense foi presidida pelo maestro Ronaldo Faleiros, presidente da CNBF. A data foi escolhida em decorrência da realização do XV Encontro de Bandas de Teresina. O evento é realizado durante três dias consecutivos. Além de apresentações especiais das bandas musicais da capital e do interior, a Fundação Monsenhor Chaves, que coordena e patrocina o evento, promove cursos, palestras e workshops destinados aos regentes e instrumentistas. Nesse ano, o convidado especial do Encontro de Bandas de Teresina foi o maestro Fred Dantas, líder do grupo Oficina de Frevos e Dobrados, de Salvador, Bahia. Antes da instalação da assembléia que criou a federação de bandas do estado do Piauí, o presidente da CNBF fez uma ampla explanação aos presentes sobre a realidade das bandas no Brasil e expôs uma análise que mostra o constante crescimento quantitativo e técnico desse segmento da cultura nacional.

(Clique nas fotos para ampliar)

Presença dos maestros por ocasião das apresentações do XV Encontro de Bandas de Teresina nas fotos 1 e 2 a partir da esquerda; na foto 3, o presidente eleito no Piauí, Carlos Rocha e o presidente da CNBF; na foto 4, o presidente da CNBF e o maestro Fred Dantas, líder das bandas filarmônicas na Bahia; na foto 5, o maestro Rocha Souza, líder do movimento de bandas no Piauí, o presidente da CNBF e Fred Dantas ; na foto 6, maestros e diretores da Fundação Monsenhor Chaves.

Instalação da Assembléia de Fundação da Federação de Bandas do Piauí e nota na imprensa local.


Notícia do dia 22-10-2007

 FINAL NACIONAL EM LORENA REUNIU 5 ESTADOS

A CNBF no último final de semana  no município de Lorena, no Estado de São Paulo, a segunda etapa do XV Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras, com as  finais das categorias Fanfarras Simples e Fanfarras com uma válvula. Reunindo um público recorde com relação aos últimos eventos nacionais, Lorena recebeu corporações musicais de cinco estados, como SP,ES,PR, PA, e SE. As mais distantes, do estado do Pará, viajaram cerca de 3.200 kms para chegar a Barra Mansa. Graças a um projeto de incentivo 'as fanfarras do Pará, a Secretaria da Educação daquele estado enviou 4 corporações classificadas no estadual 2007 para representar os paraenses na final nacional da categoria. Uma delas não conseguiu competir pois teve problemas de estrada e chegou fora do horário da sua apresentação. O saldo do evento foi considerado altamente positivo pelos organizadores, devido a qualidade dos alojamentos colocados a disposição das corporações bem como a alimentação distribuída. O empenho pessoal do prefeito de Lorena, o médico Paulo César Neme, foi essencial para o sucesso doe vento. Veja na página de Lorena relativa ao Nacional 2007 as melhores fotos dessa final que reuniu as melhores corporações das categorias fanfarras.


Notícia do dia 08-10-2007

 FINAL NACIONAL EM BARRA MANSA TEVE  9 ESTADOS REPRESENTADOS

A CNBFconcluiu nesse  final de semana no município de Barra Mansa, estado do Rio de Janeiro, a primeira final do XV Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras com as categorias Bandas de Percussão e Bandas Marciais. Dentre todas as entidades musicais previamente classificadas em seus respectivos estados através dos campeonatos estaduais e campeonatos regionais abertos, 40 corporações das duas categorias ratificaram sua participação, representando 9 estados ( PR,SP, RJ,ES,DF,GO,SE,PA e PB).Os mapas de resultados podem ser conferidos no link Agenda Oficial, no Menu principal do site e em Final Nacional de Bandas Marciais e Bandas de Percussão clicando aqui em sábado ou domingo.


Notícia do dia 05-10-2007

REVISTA " NO TOM " QUE CIRCULA EM TODAS AS ESCOLAS DE MÚSICA DO BRASIL, ABRE ESPAÇO PARA AS BANDAS E FANFARRAS

O presidente da CNBF, maestro Ronaldo Faleiros, foi convidado recentemente pelos editores da Revista "No Tom" para escrever um artigo especial falando da realidade hoje das bandas e fanfarras no Brasil. A matéria está inserida na última edição, que pode ser conferida aqui lo link logo abaixo. Os interessados também poderão preencher um formulário e através de suas escolas ou entidades mantenedoras receber as edições da revista gratuitamente.

Revista "No Tom"

Formulário (Clique em diretor)


Notícia do dia 26-09-2007

ORDEM DE APRESENTAÇÃO DAS CATEGORIAS  PARA O NACIONAL EM BARRA MANSA

A CNBF definiu nessa data a ordem de apresentação das categorias técnicas a se apresentarem em Barra Mansa nos próximos dias 6 e 7 de outubro vindouro, ocasião da final nacional das categorias bandas de percussão e bandas marciais. A definição baseou-se em consulta a todos os presidentes das entidades estaduais filiadas que estão representados nessa fase. Dessa forma, está definido que no dia 6 ( sábado) apresentam-se todas as corporações musicais finalistas de bandas de percussão com instrumentos melódicos juvenil e sênior, bandas de percussão marcial  e as bandas marciais juvenil e sênior. No dia 7, domingo, apresentam-se todas as corporações ( percussão e bandas marciais) das categorias infantil e infanto juvenil. O sorteio da Ordem de Apresentação das corporações musicais confirmadas será realizado no dia 1 de outubro, as 15.00 horas na sede da  Livraria Musimed, em Brasília,  localizada no SCRS 505 Bloco A loja 65 - W3 Sul , Distrito Federal,  Fone: (61) 3244-9799.


Notícia do dia 25-09-2007

PROCEDIMENTOS FINAIS PARA O NACIONAL EM BARRA MANSA

A CNBF está disponibilizando a Ficha de Confirmação de Participação para a Final Nacional das categorias Bandas Marciais e Bandas de Percussão, a realizar-se dias 6 e 7 vindouro, no município de Barra Mansa, RJ. A ficha pode ser  encontrada no link Agenda Oficial ou clicando aqui. O prazo final de confirmação e pagamento da taxa administrativa termina nesse fim de semana. No próximo dia 1 de outubro a CNBF procederá ao sorteio da Ordem de Apresentação das finais em Barra Mansa. As confirmações das entidades classificadas nos Campeonatos Abertos poderão ser feitas diretamente a CNBF. As confirmações das entidades classificadas nos campeonatos estaduais deverão ser feitas ou ratificadas pela respectiva representação estadual filiada a CNBF. As corporações musicais classificadas e com direito de participação que não confirmarem oficialmente sua presença serão consideradas desistentes.


Notícia do dia 14-09-2007

 DEFINIDO NOVO SISTEMA PARA EMISSÃO DOS DOCUMENTOS IDENTIFICATÓRIOS

Depois de prolongados estudos e pesquisas, A CNBF está alterando o sistema de cadastramento dos integrantes das corporações musicais ( carteirinhas) após  estabelecer acordo com o novo fornecedor que atendeu as exigências da Confederação, localizado em Brasília, Distrito Federal.

 O novo sistema não acarretará nenhum ônus as corporações musicais que procederam ao cadastramento dos seus integrantes no ano de 2006, pois o novo documento, como o anterior, que será trocado, permanece vitalício. Os documentos emitidos em 2006, plastificados e entregues às corporações musicais, permanecem válidos para o Campeonato Nacional de 2007 não havendo renovação eletrônica. O Banco de Dados desses documentos registrados em 2006 será transferidos para o novo sistema, quando serão emitidas as novas carteirinhas com base nos mesmos dados, também sem qualquer ônus para as corporações musicais.

A CNBF também definiu que os documentos cadastrados em 2006 no Banco de Dados, que não foram entregues às corporações musicais por razões de prazos, serão transferidos para o novo sistema, impressos e plastificados e serão encaminhados as corporações musicais sem ônus.

 No novo documento ( carteirinha) constará os dados principais para identificação do integrante, possuirá foto digital impressa e será plastificado. O cadastramento de novos integrantes, novas corporações ou atualização de dados ( inclusão ou exclusão de componente) será feito exclusivamente via internet pelas próprias entidades representativas estaduais ( federações ou associações) ou, quando delegadas por essas pelas próprias corporações musicais através de seus responsáveis. Os Correios só serão utilizados para a remessa do material pronto.  O novo sistema começará a ser operado nas próximas semanas, tendo como prioridade o cadastramento de 2006 conforme explicitado acima. Na seqüência, serão recebidos os novos cadastros pelo sistema atual. Não haverá períodos de interrupção para confecção dos documentos.

A CNBF ainda lembra que conforme resolução da Assembléia Nacional de 2005, até agora não implantada por questões de custo e logística, a partir de 2008, em  todos os eventos oficiais das entidades estaduais filiadas ( campeonatos estaduais, eliminatórias regionais, campeonatos abertos) e, principalmente no Campeonato Nacional, o único documento válido para conferência de identidade nas competições será a carteirinha oficial emitida pela CNBF, dai a razão da confecção permanente do documento.  Somente a partir de 2008, para os documentos vitalícios já confeccionados, será implantada a renovação eletrônica válida para o ano vigente, com pagamento de taxa mínima a ser estabelecida pela Assembléia Nacional de 2008, que será realizada no início do ano. Por fim, no acordo com o novo fornecedor, o custo para a confecção de cadastros novos e emissão de carteirinhas pelo novo sistema  estabelecido pela Assembléia Nacional no início de 2008, mas não será muito diferente dos custos até agora implantados.

Também está definido que para identificação dos componentes das corporações musicais para as fases finais do XV Campeonato Nacional de Bandas e Fanfarras de 2007, será aceita a carteirinha oficial emitida pela CNBF em 2006. Para as  entidades cadastradas que não receberam a carteirinha, o documento válido será a listagem oficial de posse da CNBF ou o RG original para novos componentes. Para as demais entidades classificadas e até agora não cadastradas o documento válido será o RG original.